16/04/2015 – 10h34
Não tem como não lembrar. É como se um filminho passasse na cabeça dos douradenses, ainda traumatizados com as sirenes ao amanhecer dos tempos uragânicos, logo após o Owari – a operação concebida sob inspiração da milenar cultura oriental para ser o começo do fim da corrupção na terra de seu Marcelino. Toda vez que Willian Bonner, no JN, ou Renato Boechat, na Band, anunciam novas prisões da companheirada petista, o que virou rotina na Lava Jato (até aqui a maior operação contra a corrupção no Orbe terrestre) o primeiro nome que vem à memória é o de Bráulio Cesar Galloni. Como coordenador-geral da Polícia Fazendária da PF, em Brasília, é o do xerife que até hoje causa calafrios na bandidagem douradense o start para todas as operações envolvendo a roubalheira em âmbito nacional. Imagina se não tivessem colocado o homem na “galadeira”, como correu na rádio peão à época de sua transferência. Certamente que até o “homi”, o Da Silva, e sua preposta, já estariam atrás das grades.
Amnésia
Ainda bem que, hoje, graças ao eficiente trabalho do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, o delegado Galloni já pode comemorar o resultado de seu trabalho. Se para se sentir realizado dependesse da “agilidade” do judiciário do Mato Grosso do Sul correria o risco de morrer de tédio curtindo sua aposentadoria à beira do rio Miranda, em Jardim, no paradisíaco sítio do sogro Walter Pitarelli, sem saber, afinal, o que teria acontecido com os remanescentes da quadrilha do falecido Ari Valdecir Artuzi.
Novato empolgado
O afã do deputado José Carlinhos Barbosinha em mostrar serviço foi tão grande esta semana na tribuna da Assembleia que acabou por deixá-lo numa saia justa. Sua contundência na crítica ao sistema de saúde pública do Estado acabou por comprometer todo o trabalho no setor do governador-médico André Puccinelli. O veterano tucano Onevan de Matos não perdeu a deixa para o devido comparativo entre o que deixou de ser feito nos oito anos de governo do patrão de Barbosinha e, senão o muito, pelo menos a novidade da Caravana da Saúde de Reinaldo Azambuja, em apenas cem dias.
…sifu
Nesse estica-e-puxa uma coisa ficou muito claro: babau Hospital Regional de Dourados, embora o “ato de governo” para o início das obras, como bem lembrou Barbosinha, assinado por André Puccinelli, no gabinete de Murilo Zauith e das boas intenções de seu sucessor, Reinaldo Azambuja. Para frustração de seu idealizador, o deputado-médico George Takimoto. Como diria Lula da Silva, Dourados…
Tiro no pé
Aliás, além do estranhamento por Barbosinha defender uma obra que nenhum outro político parece querer abraçar, inclusive o padrinho político Murilo Zauith, outra mancada é o fato de que, ao brigar pelo hospital regional ele só põe azeitona na empada de Adão Parizotto, o benemérito doador da área, assim como ele, candidatíssimo a prefeito em 2016. A mesma coisa, ao dizer que o PSB terá candidato próprio a prefeito. Empolgação de estreante. Isso passa.
Racha petista
Falando no pedetista sonho de consumo de Takimoto, cujo companheiro de chapa deverá sair do grupo do professor petista Laerte Tetila, com o aval de Delcídio do Amaral, já começou o esperneio dos que se veem preteridos. Tanto que João Grandão, que dias atrás andou engraxando o bigode com um costelão pago por Parizotto no conterrâneo gaúcho Gastão abriu conversações, via Dirceu Longhi, com o peemedebista Geraldo Resende.
Me tira o tubo
O prefeito socialista Ludimar Novaes, de Ponta Porã, pode conseguir uma proeza, digna até entrar para o Guinness Book, o livro dos recordes. Ele trabalha, pelo jeito desesperadamente, para bater a presidentA Dilma Rousseff, no quesito rejeição. A última pesquisa de consumo interno aponta o sucesso desta empreitada, já que ele conseguiu bater a preposta de Lula, com sua administração sendo reprovada (índices de ruim e péssimo) por 87% da população. O que soa com uma espécie de “volta, Kayatt”.
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