30/04/2015 – 09h54
Como até agora não mostrou a que veio administrativamente, não deve ser diferente, também, na política. Até pelo restolho dos quadros políticos locais que resolveu aproveitar em seu governo, tudo indica que não são sérias as intenções de Reinaldo Azambuja para com o município sede do segundo maior colégio eleitoral do Estado. No que, diga-se, talvez sem querer, estará prestando uma inestimável colaboração para o retorno, ops! da autoestima do eleitorado, que pela primeira vez na curta história desde a criação do Mato Grosso do Sul
poderá eleger seu prefeito sem a interferência (mala preta) do governante de plantão ou de caciques de Campo Grande, Coxim, Fátima do Sul e adjacências (até Angélica e Ivinhema!) que por aqui montam circo de quatro em quatro anos.
Segundo matéria publicada hoje pelos subordinados da imprensa o imaculado Sérgio de Paula ensaia um movimento de cooptação de prefeitos para tentar se fortalecer para as eleições do ano que vem. Como o foco são os “companheiros” do PT e do PMDB, com suas prefeituras encalacradas em dívidas, a próspera Dourados do neossocialista Murilo Zauith fica, de cara, de fora deste projeto. Principalmente, depois da revolução arrecadatória promovida por Waltinho Carneiro, que credenciou o homem forte da administração douradense a um estratégico assento ao lado do mesmo De Paula, mas sob o comando de um preposto de Geraldo Resende, na Casa Civil de Azambuja.
Independente da fragilidade eleitoral de tucanos e demos douradenses que leem em sua cartilha, Azambuja deve estar atento ao fato de que apenas um governador, dos que se empenharam, efetivamente, se deu bem com seu candidato em Dourados – Marcelo Miranda, assim mesmo porque esqueceu a tal da parcimônia, gastando um caminhão de dinheiro para eleger Braz Melo, e assim mesmo por apenas 40 votos, na tão questionada eleição de l988.
Antes, Pedro Pedrossian quebrou a cara, com “Panelão” e tudo, na tentativa de eleger o mesmo Braz Melo, contra Luiz Antônio, em 1982 e, depois, André Puccinelli, de tanto tripudiar em cima do fenômeno eleitoral do “pelo curto”, pagando o maior mico da história, perdendo com seu vice-governador Murilo Zauith para Valdecir Artuzi. Escaldado, Pedrossian lavaria as mãos em 1992, entregando a Londres Machado o comando da campanha vitoriosa de Humberto Teixeira e Zeca do PT, surfando na onda petista no pós-Braz Melo nem precisando se esforçar para eleger e reeleger o companheiro Tetila.
E a peculiaridade maior, deste pleito que se avizinha: além da ausência presumida do governo do Estado, a total indiferença, por razões mais que óbvias, do prefeito que sai. Tanto que em vez de nomes novos, como o de algum vereador, e, exceção ao do empresário pedetista Adão Parizotto, que fica nesse vai-não-vai, apenas os peemedebistas Geraldo Resende e Délia Razuk estão colocados. Por isso, diante deste vácuo de liderança, ressurgindo das cinzas nomes como os de José Elias e Braz Melo. E, se Adão Parizotto não encarar, correndo por fora, como nome de consenso, o do deputado George Takimoto. A menos que se levem a sério as piadas de mau gosto das enquetes que alguns ignorantes ou mal intencionados estampam como pesquisas que jorram nos sites subordinados e manipulados, uma eleição de douradense para douradense, não só para o governador, mas para ninguém mais meter o bedelho.
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