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Se pastor de ovelhas pôde se perder, o que será do rebanho guiado por ele?

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01/05/2015 – 21h50

A semana que passou foi turbulenta na política e no dia a dia do campo-grandense. Para começar, na terça-feira, a renúncia do então vereador Alceu Bueno, que foi descoberto, completamente envolvido em esquema de exploração sexual de menores, e filmado se relacionando com duas adolescentes, e por fim, na sexta, no Dia do Trabalhador, o silêncio, a indiferença do Prefeito Gilmar Olarte, que sequer compareceu na festa dos trabalhadores campo-grandenses.

Mas não era de se esperar, já que todos, inclusive ele, sabiam, que sua presença, caso se desse, seria sob protestos, que, mesmo sem Olarte, aconteceram. Médicos e servidores municipais e cidadãos levaram até a Praça do Rádio Clube faixas cobrando transparência nos gastos públicos e investimentos reais em saúde, educação, cultura, que, sem dúvida, têm sido o trio que Olarte escolheu para trancar em uma gaveta e jogar a chave fora.

Olarte conseguiu escapar do vexame de ser vaiado em público, pois certamente, aconteceria, mas não se blindou, finalmente, da crítica dos vereadores, da base aliada vale ressaltar, que, parece ter acordado do sono pós 2013. Os vereadores que estiveram presentes na Festa do Trabalhador, Vanderlei Cebeludo (PMDB) e Herculano Borges (SD) criticaram Olarte, sem “palanquismo”, mas sim com responsabilidade e admitiram que desta vez a Câmara precisa agir energicamente, cobrar do Prefeito da forma que for, que ele faça o que deve fazer, ou seja, administre Campo Grande.

E não deveria ser difícil, nas redes sociais, nas ruas, nos corredores do Paço, todos sabem a receita. Demitir pelo menos 80% dos 1045 comissionados que Olarte nomeou, muitos, segundo reclamam servidores, irmãos de igreja do prefeito; usar os recursos federais que recebe para saúde e educação, ao invés de perdê-los por falta de projetos ou prazos, assim como reduzir as despesas do município para poder, por exemplo, garantir o contrato com a Santa Casa que, com recusa de Olarte em aumentar em R$ 2 milhões o repasse, irá suspender a partir de terça-feira os atendimentos ambulatoriais, o que significa que pelo menos 4 mil pessoas por mês deixarão de ser atendidas, a maioria campo-grandenses, que não terão nem unidades de saúde do município para pedir socorro, pois a partir da próxima quarta-feira, os médicos entrarão em greve por tempo indeterminado.

É isso, uma semana ruim que dará início a outra muito pior, a não ser que o Prefeito, seja por intermédio divino ou dos vereadores, coloque a mão na consciência e faça, como disse Herculano Borges, o que precisa ser feito. (Eloísa Lazarini/MS Notícias)

Prefeito-pastor Olarte/Foto: Kísie Ainoã/O Liberdade

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