07/05/2015 – 10h27
A propósito do poste (Odilon Azambuja) que André Puccinelli, já pensando em seu retorno em 2018, tenta fincar em Dourados, interessante lembrar que tudo isso começou com Pedro Pedrossian, o maior “fincador” de postes da curta história do Mato Grosso do Sul, o estado, aliás, cujo primeiro governador foi um poste fincado pelo presidente Geisel – o gaúcho Harry Amorim Costa.
Bigorna
Como falei muito de postes, e de tocos, sem aspas e para que não haja demérito dos nomes a eles relacionados, lembrando que Lula da Silva também entrou nessa onda, fincando um poste (Dilma Rousseff) no Palácio do Planalto e outro (Fernando Haddad) em São Paulo. E para que Odilon Azambuja e Cia. se sintam lisonjeados, essa coisa de fincar poste na política nada mais é do que forjar lideranças, conforme Pedrossian, que se considera até hoje o maior dos forjadores.
Super poste
Marcelo Miranda Soares passou à história como o primeiro, e até hoje o mais firme dos postes já fincados no Estado. Mineiro de Uberaba, de prefeito de Paranaíba, na região do Bolsão, foi trazido por Pedrossian para a prefeitura de Campo Grande, daí para o governo do Estado e para o Senado da República.
Poste em brejo
Mesmo traído por Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian continuou insistindo nessa história de poste. Para a sua sucessão, em 1982, tentou emplacar seu secretário de Fazenda, Paulo Fagundes, antes da mais viável das opções, o prefeito douradense Zé Elias Moreira. Em 1994, tentou forjar Waldemar (da Copagaz) Just Horn, antes de ter de engolir Levy Dias. Errou nas duas situações, com os postes e com os candidatos.
Postinhos
Se o chefe “Dr. Pedro” podia inventar poste, por que não seu mais fiel escudeiro? Só que Zé Elias acertou na escolha do seu. Luiz Antônio Álvares Gonçalves só foi eleito prefeito de Dourados, em 1982, vencendo o todo-poderoso Totó Câmara, graças ao erro da engenharia política de Pedrossian, em cuja prancheta havia também um poste para a prefeitura de Dourados – seu pupilo Braz Genelhu Melo, mal fincado nesta primeira tentativa.
Efeito cascata
Eleito por Marcelo Miranda, com uma diferença de apenas 40 votos sobre Zé Elias, em 1988, não é que Braz Melo também inventou de fincar o seu próprio poste? Ao insistir com seu secretário de obras Antônio Nogueira contra Valdenir Machado, tido como a bola da vez, Braz Melo perderia a oportunidade histórica de virar governador do Estado.
Fuxiqueiro
Falando em Valdenir Machado (temos que dar a mão à palmatória a Braz Melo, por suas premonições) o chefe da “República (empreguista) do Panambi” parece ter acreditado nessa brincadeira de governo regional. No ócio de sua sinecura, mandada instalar por Azambuja numa acanhada salinha 2×3 no antigo Dersul, sem autonomia para nomear sequer a tia do cafezinho, ele passa o tempo se ocupando do que mais sabe e gosta de fazer – fuxico! São vários relatórios diários, aos seus superiores hierárquicos na Casa Civil, como Flávio Brito e Waltinho Carneiro.
Enrascada
O problema, para o governador eleito com a promessa da mudança “de verdade”, é que o governador de mentirinha lança mãos de métodos dos mais arcaicos e autoritários, como o da censura a imprensa, para tentar encobrir seus podres. Com isso, Valdenir Machado pode arrumar uma baita encrenca para o chefão, já que ao insistir em provar que não é dele um borrachudo de mensalão da Assembleia vindo a público recentemente pode fazer recrudescerem os ventos uragânicos que chegaram ao Parque dos Poderes.
Azarado
Já imaginou se o cheque nominal a Valdenir Machado, uma vez provado que é adulterado, tinha como destinatário alguns dos denunciados por Ary Rigo, por exemplo, um integrante do Judiciário ou mesmo um dos famosos cardeais da Assembleia? Não se esquecendo que gente poderosa da política estadual integrou esta mesma Assembleia nesses tempos áureos. Entre outros, alguns ex e o atual governador do Estado. Este assunto está começando, aqui no Blog. Quem viver verá.
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