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domingo, junho 28, 2026

Na abertura da Expoagro Azambuja diz que MS é maior que crise

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Governador disse que duas indústrias de grande porte poderão se instalar em Dourados e anunciou reunião com a bancada para cobrar ferrovias

Ao abrir a 51ª Expoagro na manhã deste sábado, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) anunciou que duas grandes indústrias podem se instalar em breve em Dourados. Ele não revelou detalhes, mas disse que o governo do Estado está negociando “dois bons empreendimentos industriais” para gerar emprego e agregar valor à matéria-prima produzida na região.

Reinaldo disse estar “confiante” na vinda dessas empresas para a região de Dourados, mas considerou a negociação “desgastante” por causa da competição entre os Estados. “Temos um problema em Mato Grosso do Sul que é nossa logística. Estamos distantes dos portos exportadores do país e isso nos tira um pouco de competividade com outros Estados”.

Palavra proibida– Falando para centenas de produtores rurais presentes na sede da maior feira agropecuária do interior do Estado, Reinaldo adotou um discurso otimista e apesar de fazer coro às críticas dos ruralistas ao governo do PT, voltou a dizer que proibiu falar em crise dentro do governo. Segundo ele, Mato Grosso do Sul vai crescer acima da média nacional.

“Lá no governo é proibido tocar em crise, porque não vai ser a primeira nem vai ser a última. É na crise que temos de ser criativos para buscar soluções para resolver os problemas. Mato Grosso do Sul e Dourados são maiores que a crise e vamos crescer acima da média nacional. Temos condições de alavancar o desenvolvimento”, declarou o governador, citando dois investimentos privados, totalizando R$ 16 bilhões, que serão feitos neste ano no Estado – os dois em Três Lagoas.

Assim como o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Lucio Damália, primeiro a discursar, Reinaldo citou a força do agronegócio e disse que se não fosse a força desse segmento o país passaria por “extrema dificuldade”, principalmente para a sobrevivência dos governos municipais, estaduais e federal, se não fossem os impostos pagos pela produção rural.

Ferrovias – O governador anunciou que na próxima semana vai reunir a bancada federal de Mato Grosso do Sul em Brasília para definir uma ação política conjunta em defesa da ferrovia norte-sul. Segundo ele, a ferrovia é fundamental para o desenvolvimento da região e é preciso pressionar o governo para acelerar o projeto.

“O governo do PT causou um prejuízo enorme ao país discutindo o modelo das concessões e privatizações. Isso levou dez anos. É muito tempo. Quando começaram os projetos de concessões, chamando a iniciativa privada para fazer aquilo que o governo não dá conta de fazer, foram dez anos e agora temos de correr contra o tempo”, disse o governador tucano.

Segundo ele, a construção da norte-sul, assim como da Ferroeste, é primordial para garantir a logística que Mato Grosso do Sul precisa para ter mais competitividade. Reinaldo disse, sem revelar detalhes, que nos próximos dias o governo do Estado pode tomar uma “decisão importante” sobre o porto de Murtinho e afirmou que não se pode “virar as costas” para o Rio Paraguai como opção de escoamento da produção.

Fim das invasões – Além de destacar a força do agronegócio brasileiro, o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Lucio Damália, cobrou do governo federal o fim das ocupações de propriedades particulares e disse que o país precisa acabar com a insegurança jurídica e com a “indústrias das invasões”.

A exemplo de Reinaldo Azambuja, o ruralista rechaçou a palavra crise em seu setor e disse que o agronegócio aproveita o momento “para continuar crescendo, alimentando o Brasil e garantindo o superávit da balança comercial”.(Hélio de Freitas)

Governador percorre estandes da 51ª Expoagro ao lado do prefeito Murilo Zauith e do presidente da Câmara Idenor Machado oto: Eliel Oliveira)

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