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André pode montar palanque para Zeca do PT em Campo Grande

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01/06/2015 – 09h24

O ex-governador petista se diz encantado por Giroto, o preposto do sucessor, peemedebista

Era só o que faltava, mas em política tudo é possível. Ainda mais no Brasil do mensalão e do petrolão, em que PT e PMDB fazem das tripas coração para não chafurdar no maior mar de lama da história o brilho de suas maiores estrelas. Tanto em nível nacional como nos embates regionais. Daí, à possibilidade colocada pelo jornalista Pio Redondo, do Brasil Notícias, do que seria a mais inusitada das alianças políticas já vistas em Mato Grosso do Sul: André Puccinelli e Zeca do PT. Pior, para o PMDB velho de guerra de Ulysses Guimarães (deve estar dando cambalhotas na sepultura), com o seu partido apoiando o de Lula, por enquanto apenas o maior tagarela da política brasileira, mas caminhando a passos largos (que o diga a conexão África) para passar à história também como o maior corrupto entre os presidentes da República.

Se Zeca fala em disputar a prefeitura com o apoio de Edson Giroto, hoje segundo-escalão da fada madrinha de Puccinelli, Dilma Rousseff, é porque por trás disso tudo está o dedo do chefe, que, desde que elegeu Azambuja seu sucessor deixou João Leite Schimidt na poeira nesse negócio de maquiavelismo. Como não ando bebendo, será que estou ficando gagá? Leiam a notícia e tirem suas conclusões:

O deputado federal Zeca do PT declarou na última quinta-feira, em entrevista exclusiva ao Brasil Noticia e ao jornal Centro-Oeste Popular, na Câmara dos Deputados, em Brasília, que está colocando o seu nome na disputa pela prefeitura de Campo Grande (MS) para as eleições de 2016.

Zeca declarou ter recebido apelo para se candidatar ao cargo de prefeito dos três vereadores do PT na Câmara Municipal de Campo Grande, neste último final de semana, mas que vai buscar o consenso partidário e o apoio do senador Delcídio do Amaral.

“Os três vereadores do PT vieram à minha casa, nesse final de semana (23), para pedir que eu assuma a possibilidade da minha candidatura a prefeito. Eu não tenho projeto pessoal, mas se o PT achar que o meu nome é o melhor, eu posso discutir”, declarou Zeca.

Também em entrevista em seu gabinete no Congresso Nacional, o deputado federal reeleito Vander Loubet (PT) declarou que apoia a candidatura de Zeca.

“Eu vejo, para o ano que vem, que o eleitor de Campo Grande terá uma eleição muito parecida com 1996, pulverizada, com sete ou oito candidatos de todos os partidos. Eu acho, e falei para o Zeca, que a tendência do eleitor não é buscar o novo, mas buscar o experiente. E nesse contexto, com a experiência do governo do Zeca nos oitos anos bem-sucedidos em que comandou o MS – tá aí a recuperação política do Zeca – ele sabe fazer esse debate, traz esse eleitorado humilde, nós governamos para esse povo. E numa eleição de seis ou sete candidatos, com 25% ou 28% (dos votos), temos a chance de ir para o segundo turno”, declara Vander.

Na avaliação do deputado, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) não deve sair candidato nestas eleições, mas vai se preparar para as disputar o cargo de governador em 2018. Ao lado disso, Vander afirmar que “se por um lado haverá uma eleição grande, de outro lado nós temos um apelo nessa base social, das pessoas que demos a oportunidade de serem incluídas, de terem o direito à cidadania, e o Zeca tem esse apelo”.

PR

Zeca afirmou que pode ser candidato a prefeito, mas que está aberto a composições dentro do próprio PT, e em busca de sintonia com Partido da República (PR), de Edson Giroto, hoje secretário executivo do Ministério dos Transportes.

Nós estamos construindo aliança com o PR, e eu, pessoalmente estou muito grato pela oportunidade de conhecer mais de perto o atual secretário executivo do ministério dos Transportes, Edson Giroto”, declarou Zeca. (o grifo é do blog).

Vander, por sua vez, declarou que acha “o PR é importante pra nós, já no primeiro turno, pra ter uma chapa boa de vereadores, e não cometer o erro de 2012, do PT sair com chapa pura”. E completa: “Também tenho defendido a gente aproximar do Giroto, e fui um dos que colaborei para consolidá-lo no cargo de secretário executivo do Ministério dos Transportes, claro que por méritos dele próprio”.

“O Giroto tem independência, mas isso não é rompimento com o André. A nomeação dele dependeu da sua capacidade pessoal, da bancada do PR, dessa articulação política que nós fizemos, com o aval do Delcídio, que também foi importantíssimo”, afirmou Vander.

Vander e Zeca reforçam, ainda, o cuidado de buscar o aval do senador Delcídio do Amaral (PT) e de todo o partido, que também tem os nomes do deputado estadual Pedro Kemp e de Ricardo Ayache aventados para a disputa ao cargo de prefeito da capital.

Zeca e André, juntos, na eleição de Campo Grande?

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