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André tenta apaziguar o PMDB segunda-feira em Dourados

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05/06/2015 – 08h10

O ex-governador André Puccinelli terá na segunda-feira (08) uma missão espinhosa, se não impossível, em Dourados: juntar os cacos do PMDB – um partido rachado com a postura autoritária do deputado federal Geraldo Resende que não vem medindo impropérios públicos para se livrar de outras duas lideranças dispostas a assumir o cargo hoje ocupado pelo neo-socialista Murilo Zauith: a vereadora Délia Razuk e o radialista e ex-deputado federal Marçal Filho.

André estaria vindo a convite de Geraldo Resende que também é o presidente do Diretório Municipal com “única e exclusiva finalidade: fortalecer o projeto de candidatura própria do partido”.

De acordo com a programação, às 10h André se reúne com a executiva municipal do partido. Neste encontro também devem participar importantes lideranças locais do PMDB como o suplente de senador Celso Dal Lago, o vice prefeito Odilon Azambuja e o deputado estadual Renato Câmara. Em seguida, André se reúne com o prefeito Murilo Zauith (PSB). A tarde ele estará com o radialista Marçal Filho e em seguida com a vereadora Délia Razuk.

Desde a eleição municipal passada que os três (Geraldo, Delia e Marçal) pretendem disputar a Prefeitura de Dourados. E foi a resultante do processo passado que culminou com o quadro atual, onde sem espaços num partido controlado à rédea curta por Geraldo, Marçal e Délia não escondem de ninguém que podem buscar uma outra legenda que lhes garanta a candidatura. O radialista já foi convidado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e a vereadora pode desembarcar no PDT ou no PR.

Na pré-eleição passada, Geraldo advogou a tese de André de que o melhor avaliado em pesquisas quantitativa e qualitativa seria o candidato do PMDB. Deu Marçal. Geraldo, traindo a palavra, negociou junto com André o partido com Murilo, e indicou o vice Odilon Azambuja.

Agora a tese das pesquisas volta à tona, num outro cenário político, com a reeleição de Geraldo e a derrota de Marçal no ano passado. Embora possa ter hoje maior densidade eleitoral, Resende não conta com a simpatia da maioria de lideranças e empresários de Dourados e seu suposto favoritismo pode se diluir até as eleições de 2016.

Resta saber se Marçal, Délia e outras lideranças pré-candidatas cairão na ladainha de Geraldo e André, onde o único diferencial é de que, agora, o PMDB terá candidato: Geraldo Resende, custe o que custar. Quem viver, verá!(José Henrique Marques)

Marçal, Délia e Geraldo, na briga pela sucessão de Zauith

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