29/06/2015 – 09h55
Até comecei escrever um post analisando a possibilidade de o demo Cido Medeiros repetir o Valdecir Artuzi. Mas, pensando melhor, não vou gastar meu precário português com tanta bobagem. Vai que a coisa vira, não vai faltar alguém para me culpar, de novo, pela criação de mais um “monstrinho” político. Até porque, de engraçadinho, ou diferente, até agora, ele não fez mais do pedalar (o que é um perigo nesses tempos de petrolão) por aí em sua magrela com um megafone numa hercúlea tentativa de contar os buracos do asfalto. Ah, quanto ao “gabinete itinerante”, eu seu lugar, em vez da panca aí debaixo desse guarda-chuva, para aparecer no Facebook, o Valdecir teria arrumado uma enxada e capinado o matagal antes que uma cobra picasse seus calcanhares. Se tivesse o mínimo de cacoete para fenômeno eleitoral, seria o caso de, pelo menos, ter simulado uma fila para analisar as reivindicações do povo.
Retorno, apenas
Como eleição para prefeito é coisa séria, até pela malsucedida experiência com o Valdecir, bem provável que Cido Medeiros use seu megafone apenas para tentar se reeleger vereador, até que – agora mais que nunca – o cacique seu Zé Teixeira defina quem será o representante dos demos para encarar a disputa.
Dinheirama
Pelo quadro que começa a se desenhar para a disputa da prefeitura de Dourados em dezesseis nunca antes na história terá se gastado tanto dinheiro. Imagina: de um lado seu Zé Teixeira, com a mala preta (ou seria azul?) recheada de petrobois, mais a sempre providencial ajudinha do governo do Estado; do outro, o milionário Adão Parizotto e, correndo entre eles, por avenidão pavimentado por Edson Girotto a vereadora Délia Razuk!
Coadjuvante
Neste contexto, por mais que a porta-voz petista folha de dourados insista em defender candidatura própria, caberia ao PT (se não prenderem Lula e Cia. até lá, bem entendido) o papel de coadjuvante numa eventual chapa com Adão Parizotto ou com Délia Razuk. E assim mesmo, com o ex-prefeito Laerte Tetila. Exceto o deputado João Grandão, desde que se refaça do trauma da picada das sanguessugas, nomes como de Dirceu Longhi, Elias Ishi e de Damião Faria, que perdeu a teta da UFGD, só mesmo na fértil imaginação do red actor José Henrique Marques.
Braz, Braz, Braz!
Até ontem à tarde o ex-prefeito Braz Melo liderava uma enquete no blog do jornalista Marco Eusébio, de Campo Grande. Mas foi só enquanto durou a mosqueada da sempre atenta equipe do deputado Geraldo Resende, que hoje já saltou à frente. Pelo jeito, Adão Parizotto e Délia Razuk também não acordaram para a enquete.
Puxando a fila
Falando em prisão de Lula, para quem o PT está para a política nacional como o reservatório da Cantareira (SP) em tempos de seca – “abaixo do volume morto” – o presidente da CASSEMS, Ricardo Ayache, candidato a senador de Delcídio do Amaral nas eleições passadas estaria de malas prontas para deixar o PT, já que pretende disputar a prefeitura de Campo Grande. É o que revela a Veja desta semana, na reportagem especial de 12 páginas em que escancara a participação de Lula e de sua preposta Dilma Rousseff no escândalo do Petrolão, com base na delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa.
Zeca do…
Na mesma reportagem dos petistas “à sombra do delator” a revista amaldiçoada pela companheirada fala dos candidatos “no vermelho”, entre eles o prefeito de São Paulo, um dos figurantes da última lista do Petrolão, sem nenhuma chance de reeleição. E, dos que, a exemplo do deputado Zeca do PT, voltam a usar seus nomes de batismo, para fugirem ao estigma da sigla maldita. Não seria o caso do murtinhense mais famoso, já que se o chefe cair, ou cai junto ou, pelo tamanho do devotamento que a ele dedica, deve optar por alguma atitude mais drástica, como, por exemplo, uma greve de fome de protesto no portão da Papuda. Mudar de nome, jamais!
Acabooooouuuu
Como, diante do fiasco da seleção brasileira no Chile, Galvão Bueno não pode usar seu famoso bordão, aproveito para resumir nele a prosa “em off” entre o deputado Londres Machado e um repórter assembleiano, semana passada, a respeito do governo Reinaldo Azambuja. É isso mesmo. Mas, como acabou um governo que mal começou? Para a maior raposa política do Mato Grosso do Sul a administração tucana, que para ele não existe, não emplaca o segundo semestre. Não, Azambuja não vai cair, mas vai continuar nesse faz-de-conta que é governador até o fim.
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