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PMDB e oposição discutem duas vias para deflagrar queda de Dilma

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04/07/2015 – 08h51

Bloco na rua – As principais lideranças da oposição e do PMDB discutem abertamente dois caminhos possíveis para deflagrar, já em agosto, movimento para forçar a queda de Dilma Rousseff. De um lado estão os que defendem a cassação da chapa Dilma-Michel Temer no TSE e a convocação de novas eleições em três meses. Do outro, o grupo que defende uma “saída Itamar”, com processo de impeachment contra a presidente. Nesse caso, Temer assumiria um governo de “repactuação nacional”.

Grupo 1 – Entre os que apostam na saída TSE está a ala do PSDB ligada a Aécio Neves (MG), que acredita que o senador venceria nova eleição graças ao recall de 2014.

Costura – Aécio e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que assumiria a Presidência por 90 dias caso a Justiça Eleitoral cassasse Dilma, conversaram várias vezes sobre os cenários da crise nas últimas semanas.

Soft – A ala dos que avaliam que a melhor saída institucional seria Temer assumir o governo engloba o PMDB do Senado, ministros de tribunais superiores, juristas e tucanos como o senador José Serra.

No voto – Ministros do TSE dizem que o tribunal é majoritariamente favorável à convocação de novas eleições em caso de cassação da chapa. Eles descartam a possibilidade de Aécio, segundo colocado, assumir sem novo pleito.

Dá cá aquela palha – O ambiente político está sendo preparado. “E, quando se quer fazer algo, qualquer Fiat Elba resolve”, diz um tucano, em referência ao carro que derrubou Fernando Collor.

C’est fini – Parlamentares da base relatam que a derrota na votação do reajuste do Judiciário foi a prova de que Dilma não tem sustentação no Congresso. “O governo acabou”, diz um peemedebista.

Senha – A discussão sobre a implantação do parlamentarismo, na volta do recesso, será um ingrediente a mais para desgastar o governo. O fato de o tema ganhar corpo evidencia a tibieza do Planalto, dizem parlamentares.

Sem GPS – Senadores petistas que perceberam o recrudescimento da crise relatam, em tom de desânimo, que o crescimento da articulação para depor Dilma passou ao largo da conversa de Lula com as bancadas do partido, na segunda-feira.

Para fora – Com o cenário da disputa de 2018 em vista, Geraldo Alckmin convidou deputados de fora de São Paulo para cerimônia nesta sexta no Palácio dos Bandeirantes. Parlamentares do Rio, do Maranhão e da Bahia foram recebidos por ele no gabinete depois da solenidade.(Painel-FSP)

PMDB e oposição discutem duas vias para deflagrar queda de Dilma

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