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sábado, junho 27, 2026

Lama asfáltica pode inundar o Parque dos (três) Poderes

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13/07/2015 – 09h08

Nunca antes na história (não dá para falar em corrupção sem lembrar a frase antológica do quadrilheiro-mor Lula da Silva) os parêntesis, como os do título deste post, foram tão acertadamente colocados ou tiveram significado tão grave, no que se refere ao quadro político do Mato Grosso do Sul. E até nisso Pedro Pedrossian foi visionário, ao concentrar os três poderes estaduais, um de ladinho do outro, num único parque, como se antevisse as dificuldades da polícia, mesmo que no caso da bem aparelhada Federal, num eventual arrastão para “encontrar” os mais ilustres representantes do executivo, legislativo e judiciário.

Está todo mundo cheio de dedos para colocar um deles, que seja, na ferida. A verdade é que a operação “Lama asfáltica” (um barato a criatividade dessa moçada que chega ao serviço público por concurso e não por apadrinhamento político) desfere um tiro certeiro no ex-governador André Puccinelli, com a mesma bala que pode ter transfixado seu peito acertando também seu companheiro da política da paróquia de Fátima do Sul, Londres Machado, com os estilhaços dos vidros do gabinete da filhota Grazielle Machado, de onde ele comanda atualmente a política do Estado, podendo atingir, ainda, alguma sala do vizinho Tribunal de Justiça do Estado.

Deu a louca no blogueiro? De jeito nenhum. Em se tratando de administração pública de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul, de dezoito anos para cá, até a tiazinha da garaparia do Imaculada Conceição conhece em detalhes a condição de irmãos siameses de André Puccinelli e Edson Giroto – o simples engenheiro da falida Nosde Engenharia, de Dourados, hoje morador em uma mansão de coisa aí de R$ 6 milhões, conforme os primeiros respingos da lama asfáltica a mais cara da história da capital morena. Isto, para quem vê a coisa de longe, enquanto o Ministério Público e a Polícia Federal desbastam os espinheiros de tantos laranjais ou cheguem às lavanderias de luxo, aquelas que só atendem aos clientes do colarinho branco.

E o dado mais importante desta lama asfáltica que, guardadas as devidas proporções, pode formar um mar de lama tão revolto quanto ao que fez o presidente Getúlio Vargas meter um balaço no peito: já que falamos em mar, desde que estabelecida uma conexão com a Uragano, que desmantelou a quadrilha do prefeito Valdecir, em Dourados, esta nova operação policial pode ser o retorno, ops!, da ponta do iceberg (perdida desde que a ministra Eliane Calmon deixou o Conselho Nacional de Justiça) para desvendar a roubalheira denunciada por um dos mais notáveis membros do legislativo estadual, o ex-deputado Ari Rigo. Afinal, de quais obras ou serviços e por quem era manipulado o dinheiro sujo que o homem que assinava os cheques da Assembleia com Londres Machado garantiu retornar do executivo ao legislativo para ser repartido entre deputados estaduais e membros do Judiciário? Não é tudo o mesmo lamaçal?

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Londres e André, no meio do lamaçal

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