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Governo respira, mas crise está longe do fim

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18/08/2015 – 18h06

Protestos pelo país voltaram a arrastar multidões pelo país contra a presidente Dilma Rousseff e o PT. Maior concentração foi registrada na Avenida Paulista, em São Paulo

O protesto de 16 de agosto contra a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores não foi o maior do ano. Mas mostrou que a insatisfação dos brasileiros com a presidente mais impopular da história continua. Pela terceira vez em oito meses de governo, Dilma enfrentou uma série de passeatas neste domingo em todos os Estados do país e no Distrito Federal. A exemplo das manifestações anteriores, a maior concentração foi registrada na Avenida Paulista, artéria central de São Paulo. O protesto de hoje levou menos pessoas às ruas do que o ato de 15 de março, o que foi recebido como um alento para o Palácio do Planalto numa semana avaliada como de trégua em meio ao turbilhão. O respiro, contudo, não significa que se vislumbrem sinais de arrefecimento da crise. Pelo contrário: se a situação em Brasília parece ligeiramente mais confortável, a Operação Lava Jato segue arrastando o Partido dos Trabalhadores e seus ícones para o centro do petrolão e os indicadores econômicos apontam para um horizonte ainda pi

As passeatas reuniram majoritariamente famílias vestindo as cores da bandeira brasileira. Nas principais capitais, líderes dos movimentos discursaram em carros de som com palavras de ordem contra a corrupção no governo. Além de Dilma, outros alvos preferenciais dos manifestantes foram o ex-presidente Lula, representado num boneco gigante trajando uniforme de presidiário no Distrito Federal, e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de última hora do Palácio do Planalto.

Políticos da oposição, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), também compareceram. A figura do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, estampou cartazes e bandeiras.

A presidente Dilma Rousseff passou o dia trancada no Palácio da Alvorada recebendo informes constantes do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre as mobilizações pelo país. No final da tarde, reuniu-se com outros três ministros, Jaques Wagner (Defesa), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação da Presidência da República), além do próprio Cardozo, para avaliar o dia de protestos.

Já petistas tentaram promover um ato em contraponto à multidão que lotou a Avenida Paulista em frente o Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, na Zona Sul da capital paulista. O ato reuniu cerca de 1.000 sindicalistas filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ganharam churrasco e um kit com camiseta e boné da central.(Veja)

Governo respira, mas crise está longe do fim

Multidão marcha em Copacabana, no Rio - foto O Globo

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