22/08/2015 – 00h23
Ao longo de uma semana esticado numa cama de hospital, proibido de ter fortes emoções, o que obrigatoriamente me levou a fazer muitas reflexões, aproveitei para tentar combater um dos vícios que podem ter provocado o piripaque em meu pobre e maltratado coração – o tal do Facebook. Tentei, mas não consegui, tanto que numa dessas espiadelas não resisti a um post espinafrando a corrupção brasileira, de um dos históricos do petismo douradense, o jornalista e professor Elecir Ribeiro Arce, que andava meio alongado desde o mensalão. Noutro, não sei de qual dos metralhas, se Eliezer David, Kiko Cangussu ou Nilson Pereira, compartilhando a chiadeira da decana do samba brasileiro, Beth Carvalho, pelo uso indevido de uma de suas canções nas manifestações contra o (des)goveno Dilma Rousseff.
Como ainda estou convalescendo e só na próxima semana, com molejo, é que meu coração vai estar pronto para aguentar o tranco, limito-me a transcrever os dois posts, com um brevíssimas observações. Primeiro, o de Ribeiro Arce, mais curtinho: “Já passou da hora do povo sério e honesto passar esse Brasil a limpo. Canalhas do tipo Cunha e Collor não podem nem ser candidatos, quanto mais exercer cargos, representar a população no Parlamento. Eu me nego radicalmente ser representado por calhordas, locupletadores. Fico esputefato em ver vagabundos travestidos de honestos discutirem e aprovar leis para a sociedade cumprir. O pior de tudo é ver esses ladrões (o grifo é do blog) sendo eleitos pelo povo brasileiro. O maior culpado de todo o fiasco por que passamos é do eleitorado. Para mudar em cima é necessário mudar em baixo. Se o Congresso Nacional fosse uma instituição séria e comprometida com o País, cassaria os mandatos de Collor, do Cunha e de todos os parlamentares envolvidos na podridão da Lava Jato”. E acaba aí.
Beth Carvalho diz: “gostaria de saber de quem foi a infeliz ideia de colocar a música Vou Festejar (de Jorge Aragão, Neoci Dias e Dida), gravada com a minha voz, em um carro de som da passeata do dia 16 de agosto organizada pelo movimento #Vem Pra Rua? Tal movimento está em dissonância absoluta tanto com os meus posicionamentos políticos, como com o que esta música representa historicamente. Não poderia ser usada em hipótese alguma”, completa.
De forma firme e clara, Beth enfatiza: “Para que fique bem claro, eu, Beth Carvalho sempre me posicionei ao lado de líderes como Che Guevara, Fidel Castro, Hugo Chavez, Leonel Brizola, João Pedro Stédile”. Que bela oportunidade Beth perdeu de pular o corrupto e sanguinário ditador terceiro-mundista Hugo Chaves e encerrar em Leonel Brizola, poupando seus fãs de saber que ela comunga dos mesmos pensamentos de chistes como o bravateiro Stédile.
A propósito do tema levantado em tão boa hora e por tão impolutas figuras (uma da música brasileira, outra da política douradense) e, levando-se em consideração o raciocínio da notável sambista, seria o caso de lembrar, já que nunca antes na história do Brasil se roubou tanto, a falta que pode estar fazendo um ícone, ou um cabra macho como Ernesto Che Guevara, já que com ele, personagens como os citados pelo historiador Ribeiro Arce e outros convenientemente omitidos, já teriam ido, há muito tempo, para o paredão!
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