26.8 C
Dourados
sábado, junho 27, 2026

Retorno, agora, consolida reeleição de Bernal em 2016

- Publicidade -

26/08/2015 – 10h41

A menos que haja algum erro de percurso ou que Alcides Bernal caia na besteira de recorrer aos cafezinhos de João Amorim para se manter no cargo, o retorno, agora, do radialista ao comando da prefeitura da capital significa sua recondução mais que tranquila ao cargo em 2016. Nem é preciso ser guru político, entender de projeção de pesquisas eleitorais ou coisas desse tipo. Vai ser como tomar doce de criança, e Marquinhos Trad, a professora e vice-governadora Rose Modesto ou até mesmo André Puccinelli (se não for preso até lá, e não apenas pelo tanto de besteira que anda falando) que entrem na fila e esperem 2020.

Um dos mais nojentos entre os muitos diálogos telefônicos dos poderosos de então exibidos no último capítulo da novela cujo grotesco enredo marcou a passagem de Gilmar Olarte pela prefeitura de Campo Grande escancara o esquema de corrupção comandado pelo empreiteiro João Amorim. Tudo, claro, para o cumprimento dos compromissos políticos feitos por André Puccinelli na tentativa de perpetuar seu grupo político no poder:

“Aqui é o soldado Gilmar Olarte, pronto para o que der e vier”. Foi mais ou menos assim que o ex-prefeito da capital se apresentou, juntando os cascos diante do sempre simpático e cheio de charme empreiteiro-chefe, recebendo a orientação para que aguardasse ser chamado para mais um cafezinho. Cafezinho, como se sabe, era a senha para que os integrantes da quadrilha da Lama Asfáltica fossem ou mandassem alguém pegar as pacoteiras de dinheiro roubado dos cofres públicos no escritório de Amorim. Neste caso, conforme o Gaeco e o Ministério Público, dinheiro para comprar vereadores que votariam pela cassação de Alcides Bernal. Lembrando que além do cafezinho havia também no bunker de Amorim pacotes e mais pacotes de ingressos de circo, dependendo do gosto do freguês, como no caso do canastrão Maurício Picarelli, misto de deputado (do PMDB de André) com apresentador de TV.

Tinha que ser defenestrado mesmo, o tal do Olarte. Campo Grande não merece este tipo de soldado – como prefeito, de uma subserviência extrema – que fura a fila e sem nenhum constrangimento passa a posar de coronel da política estadual, mas sem estatura moral para dignificar o meteórico estrelato. Pior, como mais um entre os tantos pastores que em vez de cuidar de suas ovelhas resolvem se meter com a política, blasfemando, sem escrúpulos, como se vê na gravação do Gaeco, para atingir seus objetivos.

Pode ser, até, que Alcides Bernal nem tenha tempo de assumir, efetivamente, a prefeitura de Campo Grande, já que a sentença de seu retorno saiu no começo da tarde da véspera do feriado de aniversário da capital, enquanto ele participava de um congresso de seu partido em Brasília e Gilmar Olarte já avisou que vai recorrer da decisão. Afinal, os advogados da capital estão aí ganhando seus tufos, e as chicanes jurídicas existem para essas horas, sem contar os poderes milagrosos que devem ter a rubiácea com a qual é feito o cafezinho servido por João Amorim aos aliados do patrão Puccinelli, como Olarte e os nove vereadores campo-grandenses flagrados ontem na operação coffee break. Mas, independentemente de algum erro de percurso, pelo tamanho do estrago de agora, o retorno em 2016 é líquido e certo.

←TEXTO ANTERIOR ou PÁGINA INICIAL→

Bernal no desembarque em Campo Grande, ontem à noite

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-