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Era Olarte o “goiano” que comandava esquema de compra de votos para cassar Bernal

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28/08/2015 – 08h19

Em depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), o presidente afastado da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), identificou quo “Goiano” que aparece várias vezes em escutas da operação Lama Asfáltica era ninguém mais ninguém menos que o próprio Gilmar Olarte (PP), o prefeito agora afastado. De acordo com o Gaeco, “Goiano” foi fundamental na compra de votos para a cassação do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Segundo o Gaeco, em uma interceptação telefônica, o empresário João Amorim faz as contas de quantos votos este tal de “Goiano” conquistou:

Fabão: O Goiano, ontem, me garantiu, me garantiu que fechou o pastorzinho, aquele, da Cruz, lá.

João Baird: Certo. Que que se acha que dá?

Fabão: Todo mundo faz a conta de 22.

João Baird: Hum hum.

Fabão: A minha conta pode ser 23. Podendo chegar a 24.

João Baird: É, né?

Para o Ministério Público do Estado as investigações apontam esquema para cassar Bernal com participação dos nove vereadores investigados.Diante dos fatos, o MP vai pedir ao Legislativo Municipal abertura de procedimento para avaliar a quebra de decoro parlamentar dos suspeitos, que pode levar à cassação.

Afastamento

Olarte e Mário César foram afastados dos seus cargos na manhã de terça-feira (25), em razão da suspeita de corrupção ativa e passiva na votação da Câmara que cassou o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal, em 12 de março de 2014. O afastamento de ambos é um desdobramento da Operação Coffee Break, do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual e foi determinado pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, do TJ-MS, a pedido do MP.

Bernal foi reconduzido ao cargo de prefeito após decisão do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). Sendo uma liminar, o mérito ainda será julgado, mas não tem data definida. Ele ficou um ano e cinco meses após ter o mandato cassado pela Câmara.

Nesta quinta-feira, ao retornar ao seu gabinete, na prefeitura, Alcides Bernal anunciou a triste constatação a que chegou: “Campo Grande está quebrada”.

Cassação

O radialista Alcides Bernal teve o mandato cassado em 12 de março de 2014. Dos 29 vereadores de Campo Grande, 23 votaram a favor da cassação de Bernal por irregularidades em contratos emergenciais. Seis foram contra. Com isso, o então vice-prefeito Gilmar Olarte assumiu o comando do Executivo do município.

No dia 15 de maio de 2014, o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, suspendeu o decreto de cassação e concedeu liminar para volta dele à chefia do Executivo municipal. Na madrugada do dia 16 de maio de 2014, o TJ-MS acatou recurso da Câmara e cassou a liminar que determinava a volta de Bernal ao cargo de prefeito. Desde então, a briga passou por várias instâncias da Justiça, chegando até ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Crise política

Na manhã de terça-feira, o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, e o presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, foram afastados dos seus cargos em razão da suspeita de corrupção ativa e passiva na votação do Legislativo que cassou o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), em 12 de março de 2014.

O vice-presidente da Câmara, Flávio César (PT do B), chegou a anunciar que assumiria a chefia do Executivo durante pronunciamento. Entretanto, na tarde desta terça-feira, por 2 votos a 1, os desembargadores da 1ª Câmara Cível do TJ-MS determinaram a volta de Bernal à chefia do Executivo campo-grandense. (Com G1)

Psiu! Eu seu o goiano!

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