21/04/2016 – 11h05
No Brasil, houve um tempo, em que vadiagem constituía contravenção penal e a polícia a reprimia. O costume de alguém não fazer nada e galopar livre de qualquer ocupação, era tido e havido como nocivo à sociedade, pelo mau exemplo; e ao País, pela omissão deliberada, de não se produzir algo aproveitável.
O tempo correu, tivemos guerras, populações inteiras deixaram os campos e vieram para as cidades. Mudaram-se os costumes, criaram-se novas manias assimiladas nas ondas do rádio, de acesso fácil, que rapidamente popularizou-se. Surgiu o automóvel, a ditadura getulista extinguiu-se, dando lugar ao estado democrático.
Nosso estado democrático de Estados Unidos do Brasil, passou a denominar-se República Federativa do Brasil e o dinheiro circulante mudou de nome várias vezes, passando do mil réis, pelo cruzeiro, cruzado, cruzado novo e, finalmente real, que hoje utilizamos. Montões e montões de moedas sem valor ficaram empacotadas e esquecidas nas gavetas.
Tivemos uma contra-revolução iniciada com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, patrocinada pelas nossas Forças Armadas, para “espantar” os comunistas que, fingindo que só queriam paçoquinha, tentavam subverter a ordem democrática para implantar um regime de esquerda, tendo o conteúdo do “Decálogo de Lênin” como programa básico de governo.
Restabelecido o Estado de Direito, já dominando o computador e afeiçoados aos novos tempos, os brasileiros assistiram o primeiro impeachment, no final do século XX.
Modernizou-se a frota dos automóveis, por obra do presidente afastado, que liberou a fabricação e importação de veículos, liquidando o cartório da Auto Latina.
Com o incremento da produção automobilística surgiram novos sindicatos e na esteira deles novos partidos políticos: como exemplo temos o Partido dos Trabalhadores, que chegou para – é o que afiançavam – moralizar a política, apoiar programas sociais e, sobretudo, combater a corrupção, a qual abominavam e repudiavam com veemência.
Votaram em favor do impeachment do presidente afastado; clamaram aos quatro ventos, contra todos os presidentes do Brasil democraticamente eleitos, com o jargão “Fora Collor”, “Fora FHC”, enfim qualquer outro político que não pertencesse ao PT, não era bom e o Congresso – proclamou Lula! – era constituído de picaretas!
Nunca fizeram nenhum segredo: Bons só eles mesmos! Quanto aos outros – nunca esconderam o que pensavam – gritando aos quatro ventos: Fora! Fora! Fora! Sempre foram adeptos do Fora!
Um dia, como que imitando Lech Walesa, político polonês, presidente do Sindicato Solidariedade, que se elegeu presidente da Polônia, laureado com o Prêmio Nobel da Paz em 1983. Aqui também elegeu-se um sindicalista pernambucano, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo partido político que fundou: O Partido dos Trabalhadores. O homem de Garanhuns nunca honrou o que prometeu. Desacreditado como político, sepultou o PT e, ao invés de “Prêmio Nobel”, como mereceu Walesa, sobrar-lhe-á tão só uma vaga numa jaula corretiva.
Em pouco tempo ficou demonstrado, que o PT não tinha um programa de governo, mas um programa de poder . O poder pelo poder! E assim foi que assistimos o embate judicial do mensalão, do petrolão, e até do Carbono 14, que atestou o nascimento da cobra!
Ficou claro e incontestável, que o PT nas jurídicas investigações do juiz federal Sérgio Moro, assessorado pelo MPF e pela PF, na Operação Lava-Jato liquidou a Petrobrás e afundou o País em dívidas. Desviou recursos do Tesouro para custear grandes obras em paises estrangeiros, presididos por esquerdistas truculentos. Promoveu a recessão, a inflação e o desemprego de dez milhões de trabalhadores. Promoveu a falência da saúde, da educação e da segurança.
Hoje o Partido dos Trabalhadores, ainda orientado pela voz rouca de quem só diz mentiras – o ex-presidente Lula – não consegue enganar mais ninguém. Sua criatura, – a “presidenta” – foi laureada com um impeachment, no último domingo, 17 de abril de 2016 e fingindo-se de bobinha clamou, fazendo coro com a militância remunerada – que o impeachment que a laureou – não passava de um golpe!
Incontestável que o PT, voltando no tempo, institucionalizou a vadiagem remunerada e com ela os costumes mais abomináveis, quando um parlamentar seu, no plenário da Câmara, deu uma cusparada na cara dum colega do Parlamento, que o teria acusado de queimar a rosca, sem ser padeiro!
O senador Luiz Couto, do PT da Paraíba, da Tribuna, glorificando-se, disse ser um “guerreiro da democracia”. E foi com a mesma ótica de “guerreiro”, que Lula bradou aos quatro ventos, que o Supremo Tribunal Federal e o Congresso estavam acovardados?!!!
Arre égua! É golpe em riba de golpe!
José Alberto Vasconcelos

