26/04/2016 – 07h33
Os dois representantes do PMDB de Mato Grosso do Sul no Senado Federal, Waldemir Moka e Simone Tebet, citaram problemas econômicos do país para justificar a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e a instalação do governo do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP).
“A população esta desesperada, para gerar emprego para que a economia volte a rodar. O que tem concreto e imediato é realmente você instalar um governo capaz de trazer confiança, credibilidade e novos investimentos. Eu defendo um governo enxuto, com redução de ministério e cargos comissionados, e o Michel Temer tem capacidade para isso”, afirmou Moka no Senado.
Já Simone Tebet, que assim como o colega sul-mato-grossense também integra a comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment de Dilma, também citou o cenário econômico do Brasil ao falar aos demais senadores, mas cobrou responsabilidade também dos parlamentares.
“Não podemos esquecer que o Brasil não está parando, o Brasil está parado. Por três anos consecutivos PIB negativo, 10% de inflação acumulados nos últimos 12 meses, 10 milhões de pessoas desempregadas, crise econômica exagerada em função da inércia do legislativo”, afirmou Simone.
A senadora também criticou ações da base aliada do Governo Federal que tentam impedir o andamento do processo no Senado.
“Precisamos dar resposta urgente ao povo brasileiro, quem quiser vote sim a favor do juízo de admissibilidade na comissão especial e depois no plenário, o que não podemos mais é ficar com questões de ordens infundadas protelando o processo, estamos com isso inviabilizando o futuro desse país”, finalizou a peemedebista.
*Comissão
Além de Moka e Simone, integram a comissão especial por indicação do PMDB os senadores Raimundo Lira (PB), Rose de Freitas (ES), e Dário Berger (SC). Como suplentes, foram indicados pelo líder peemedebista Eunício Oliveira (CE), Hélio José (DF), Marta Suplicy (SP), Garibaldi Alves (RN), João Alberto Souza (MA), uma vaga ainda está em aberto.
Pelo bloco da oposição, composto por PSDB, DEM e PV, foram indicados os senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Ronaldo Caiado (DEM-GO).
Pelo bloco de apoio ao governo, formado por PT e PDT, os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Telmário Mota (PDT-RR), como titulares e Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN) e João Capiberibe (PSB-AP) como suplentes. O PT cedeu uma vaga de suplência ao PSB.
Já o bloco formado por PSB, PPS, PCdoB e Rede indicou os senadores Fernando Bezerra (PSB-PE), Romário (PSB-RJ) e Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM), como titulares, e Roberto Rocha (PSB-MA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Cristovam Buarque (PPS-DF) como suplentes.
O bloco formado por PTB, PR, PSC, PRB e PTC, indicou como titulares Wellington Fagundes (PR-MT), Zezé Perrella (PTB-MG) e Eduardo Amorim (PSC-SE) e Magno Malta (PR-ES) como suplentes. O bloco formado por PP e PSD indicou os senadores José Medeiros (PSD-MT), Ana Amélia Lemos (PP-RS) e Gladson Cameli (PP-AC). Como suplentes foram indicados Otto Alencar (PSD-BA), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Wilder Moraes (PP-GO).(Ludyney Moura, com Agência Brasil)

