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quarta-feira, junho 10, 2026

Velha guarda do MDB descarta disputar eleições municipais

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30/09/2019 – 10h39

Ex-vereadores, ex-deputado e ex-senador não pretendem concorrer pelo partido no pleito de 2020

Conhecidos da população por eleições passadas, políticos antigos do MDB não devem concorrer em 2020 às eleições municipais. No sábado (28), o partido realizou a convenção municipal no diretório de Campo Grande e nomes como dos ex-vereadores Carla Stephanini, Vanderlei Cabeludo, do ex-deputado estadual Junior Mochi e do ex-senador Waldemir Moka estiveram presentes, além do líder maior do partido e ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli.

Com a pretensão de lançar 58 candidatos a vereador na Capital e entre 40 e 45 candidatos a prefeitos no Estado, o partido não deve contar com nomes tradicional. A ex-vereadora Carla Stephanini foi convidada por Puccinelli para novamente concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande, mas ainda não definiu se terá o nome nas urnas.

“Ainda estou em um processo de decisão. Ainda não me defini, mas de qualquer forma eu sou uma mulher que incentiva, até pela nossa representatividade partidária, trabalhamos o empoderamento das mulheres e empoderar as mulheres é dar a elas a voz política. Estamos vendo cada vez mais, inclusive do ponto de vista institucional do próprio TSE [Tribunal Superior Eleitoral], com as suas decisões no sentido de fortalecer a participação das mulheres nos partidos políticos, também garantindo o acesso ao fundo eleitoral. Mas com relação a minha candidatura eu ainda preciso fazer uma avaliação própria”, destacou.

Outro nome conhecido que deve ficar de fora das urnas é o de Vanderlei Cabeludo. Ele foi vereador por Campo Grande e ao participar da convenção do MDB disse que não deve concorrer. Eleito em 2012, o emedebista ficou como suplente em 2016. “Eu não devo sair, ainda tenho que avaliar, mas não devo concorrer”, afirmou.

No pleito de 2012, o partido elegeu sete vereadores, estava à frente da Prefeitura Municipal de Campo Grande por 16 anos consecutivos, sendo oito de Puccinelli e oito do atual senador Nelson Trad (agora PSD), e tentava se manter no Executivo com o ex-secretário de Obras do governo Puccinelli Edson Giroto. Foram eleitos Paulo Siufi, Edil Albuquerque, Jamal Salem, Grazielle Machado, Carla Stephanini, Mário Cesar e Vanderlei Cabeludo, porém, em 2016, sem candidatura própria ao Executivo, o partido conseguiu apenas dois vereadores eleitos, Dr. Loester e Wilson Sami.

Para 2022, ainda estão sendo feitas as escolhas da agremiação e há possibilidade que o ex-senador Waldemir Moka concorra ao Executivo municipal. O nome dele está sendo avaliado junto ao do deputado estadual Márcio Fernandes, do vereador Loester e da ex-candidata a vice-governadora Tânia Garib, porém, Moka destacou que não é uma vontade sua concorrer, está apenas à disposição do partido.

De acordo com o ex-senador, ele quer ajudar o partido em todo o Estado e, se disputar a prefeitura, não deve conseguir viajar para colaborar com outras campanhas.

Quem também não quer ser candidata a prefeita é Tânia Garib. Ela disse que o partido deve incentivar mais a juventude para ter outros nomes disponíveis. Porém, durante a entrevista com o Correio do Estado, Tânia foi interrompida por Puccinelli dizendo que ela era pré-candidata sim. Garib foi secretária de Assistência Social enquanto André estava à frente do Executivo de Mato Grosso do Sul.

O próprio André Puccinelli não quer ser candidato a prefeito. Ele disse que vai ajudar o partido a fortalecer suas bases e pesquisas qualitativa e quantitativas serão feitas para definir o nome da agremiação em Campo Grande, contudo, o dele não será uma opção. (Yarima Mecchi/Correio do Estado)

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