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quinta-feira, maio 14, 2026

Uma preferência que pode comprometer a administração Alan Guedes

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10/12/2020 – 08h21

Declaração de Délia Razuk antes da eleição soa, agora, como alerta ao sucessor Alan Guedes

Antes, ainda, da definição de todos os nomes que disputariam sua sucessão a prefeita Délia Razuk deu uma entrevista ao jornalista Clóvis de Oliveira, do Douranews, dizendo que preferiria passar o bastão ao seu ex-colega de Câmara, Alan Guedes. Foi naquele período em que ela inventou aquele conto da carochinha para tentar justificar sua impossibilidade de disputar a reeleição porque seu partido, o PTB, não havia feito sua filiação.

O que deixou os mais atentos observadores intrigados foram as razões dessa preferência. Tudo bem se se tratasse apenas de uma questão corporativa, afinal Délia virou prefeita depois de dois mandatos de vereadora, tal qual Alan, saindo da presidência do legislativo direto para a chefia do executivo. Mas, e se o fosse velho e manjado compadrio dos prefeitos saintes com os entrantes, tipo aquele que Braz Melo fez com Humberto Teixeira e que lhe custaria, anos depois, o seu mandato como vereador? Foi o suficiente para que não se apagasse a luz amarela no Edifício José Cerveira, acabando com a alegria de promotores e todo o pessoal do Gaeco, particularmente, que, nesses últimos quatro anos fizeram uma espécie de administração paralela e que veem o sonho de umas merecidas férias indo para o beleléu.

A menos que seja uma pessoa muito mal-agradecida, o que é difícil de acreditar, pelo tanto que usa o nome de Deus, principalmente em sua abundante participação nas redes sociais e, por tudo o que alardeou quanto à providencial ajuda do governo do estado à sua administração, a lógica seria a prefeita Délia Razuk ter apoiado o candidato oficial, José Carlos Barbosa, que despontava como franco favorito, enquanto Alan Guedes não passava de um azarão.

Assim, a declaração a Clóvis de Oliveira parecia uma indicação de que a história se repetiria, que ela poderia até formalizar apoio a Barbosinha, mas que o famoso esquemão dos Razuk lançaria mão da mesma estratégia que elegeu Délia, quando à última hora, quatro anos atrás, houve uma debandada do eleitorado de Renato Câmara para evitar a vitória de Geraldo Resende. Até então o gênio da lâmpada não havia ainda se manifestado quanto ao boi de piranha Wilson Matos da Silva.

Como não vão ter direito a férias, pois, que os eficientes membros Ministério Público fiquem atentos aos mínimos detalhes dos trabalhos da transição. Pela lista do futuro secretariado talvez possa haver algum indicativo dessa preferência da mãezona Délia Razuk pelo colega de legislativo Alan Guedes, por ela tratado como um menino, ainda, oito anos atrás. Mais interessante, claro, as primeiras medidas da futura administração. Ou Alan Guedes lança mão do catecismo de Maquiavel, fazendo a limpeza que precisa fazer logo nos primeiros dias, com uma auditoria séria, ou sua administração pode ser um repeteco dos fiascos que têm envergonhado ultimamente os habitantes da terra de seu Marcelino.

Délia Razuk, feliz da vida com a eleição de Alan Guedes

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