O governador Eduardo Riedel afirmou nesta terça-feira (9) que Mato Grosso do Sul está “bem posicionado” diante das principais transformações geoeconômicas em curso no mundo e reúne condições para ampliar sua participação nos fluxos globais de investimentos, produção e comércio.
A avaliação foi apresentada durante debate sobre desenvolvimento e cenário internacional, quando o governador associou o desempenho recente do Estado a fatores que, segundo ele, passaram a ocupar posição central na agenda global: segurança alimentar, transição energética, sustentabilidade, infraestrutura logística e segurança pública.
A fala revela uma estratégia que vem sendo adotada pelo governo estadual para projetar Mato Grosso do Sul além da condição histórica de produtor agropecuário. A aposta é que o Estado consiga se posicionar como fornecedor de soluções ligadas a temas considerados prioritários por governos, investidores e organismos internacionais.
Ao abordar o cenário internacional, Riedel sustentou que as transformações provocadas por conflitos geopolíticos, mudanças climáticas e pela reorganização das cadeias globais de produção abriram espaço para regiões capazes de oferecer estabilidade institucional, capacidade produtiva e previsibilidade econômica.
Um dos pontos que chamaram atenção no debate foi a inclusão da segurança pública entre os fatores de competitividade econômica. Para o governador, o enfrentamento ao crime organizado deixou de ser apenas uma questão policial e passou a influenciar diretamente a percepção de risco dos investidores e a capacidade dos territórios de atrair novos empreendimentos.
A argumentação se soma a outros pilares frequentemente apresentados pelo governo estadual, como os investimentos em infraestrutura, a expansão da matriz energética renovável, o fortalecimento da logística regional e a busca por uma economia alinhada às exigências ambientais dos mercados internacionais.
A leitura apresentada por Riedel sugere que a disputa por investimentos, mercados e cadeias produtivas não ocorre mais apenas entre países, mas também entre regiões capazes de responder às novas demandas globais. Nesse cenário, Mato Grosso do Sul busca ocupar espaço em uma agenda que combina produção de alimentos, energia limpa, sustentabilidade e integração continental.
Mais do que uma análise econômica, a fala do governador indica a tentativa de posicionar politicamente o Estado dentro de um contexto internacional marcado por incertezas, disputas comerciais e mudanças aceleradas nos padrões de produção e consumo.
