A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) inaugurou nesta semana sua nova sede em Dourados, ampliando a estrutura de atendimento em uma das regiões mais importantes para a política indigenista brasileira. A unidade passa a funcionar na Avenida Presidente Vargas, nº 1630, no Jardim Progresso.
A cerimônia contou com a presença do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, da presidente da Funai, Lúcia Alberta Andrade, e do superintendente da Secretaria do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul (SPU/MS), Robson Arguello.
A instalação da nova sede fortalece a presença institucional da Funai em um município que ocupa posição estratégica no cenário indígena nacional. Dourados abriga a maior aldeia urbana do Brasil e concentra significativa população dos povos Guarani, Kaiowá e Terena, além de demandas permanentes relacionadas à proteção de direitos, acompanhamento territorial e acesso a políticas públicas.
Localizada a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande, a cidade tornou-se referência nacional em temas ligados à questão indígena, reunindo desafios sociais, fundiários e culturais que frequentemente ganham repercussão em todo o país.
Segundo a Funai, a nova estrutura proporcionará melhores condições de atendimento às comunidades indígenas da região, além de ampliar a capacidade de diálogo com lideranças, organizações e representantes dos povos tradicionais.
A entrega do imóvel também reforça a atuação do Governo Federal em uma área considerada prioritária para as políticas públicas voltadas às populações indígenas. A iniciativa envolveu o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, por meio da SPU/MS, o Ministério dos Povos Indígenas e a própria Funai.
Além de ampliar a presença institucional da fundação, a destinação do imóvel fortalece a função social do patrimônio da União, permitindo que uma estrutura pública seja utilizada diretamente em benefício da população.
A inauguração ocorre em um momento de retomada das políticas federais voltadas à proteção, escuta e promoção dos direitos indígenas. Em Mato Grosso do Sul, essa agenda possui relevância especial diante dos processos de regularização territorial, dos conflitos fundiários e da necessidade de ampliar o acesso das comunidades a serviços públicos essenciais.
Para representantes do Governo Federal, a nova sede representa mais um passo no fortalecimento das ações voltadas aos povos indígenas em uma das regiões mais sensíveis e emblemáticas da política indigenista brasileira.
