Sempre feliz quando posso falar de minhas produções literárias. E, nesta semana, foram vários os encontros com o público.
A semana começou, na verdade, no sábado anterior, quando dei uma entrevista ao programa Lusitânia, da Rádio Aligre. Continuou com minha presença na empresa onde trabalhei por cerca de 20 anos, antes de ter tempo integral para me dedicar à escrita. Uma oportunidade de rever antigos colegas, conhecer novos e, sobretudo, apresentar minhas crias — escritas ou traduzidas para o francês.
Na quinta-feira, junto ao Festival de Cinema Brasileiro, o BEM — Brésil en Mouvement, Brasil em Movimento —, tive uma nova oportunidade de falar do meu romance, recentemente traduzido para o francês, Au cœur du trafic d’œuvres d’art, tradução de Na rota de traficantes de obras de arte, entre outros trabalhos.
Na sexta-feira, na Maison de l’Amérique Latine, volto a um tema que, vira e mexe, me acompanha: a literatura brasileira na França. Que espaços ela ocupa? Como é difundida? Como chega aos leitores?
Convidei a professora Jacqueline Penjon, professora emérita da Université Sorbonne Nouvelle (Paris 3), e o jornalista e escritor Patrick Straumann, autor de alguns livros sobre o Brasil. Uma conversa sob minha moderação.
Sábado, a “festa” será na Sabiá, livraria e galeria brasileira no centro da cidade, um lugar frequentado por parisienses e turistas. Situada em um pequeno bairro cheio de arte, entre galerias, lojas de antiguidades e restaurantes, é também um lugar para conversar e desfrutar de um pouco de sossego, longe do barulho da cidade.
A Sabiá, dirigida por Anderson, é um dos mais recentes espaços brasileiros na cidade. Tem livros, discos, quadros e, claro, o conhecido cafezinho brasileiro.
É nesse cenário que apresentarei aos brasileiros de Paris e aos franceses interessados pelo Brasil meus livros: Lucy Citti Ferreira: a pintora esquecida do modernismo; Mares agitados: na periferia dos anos 1970; e Au cœur du trafic d’œuvres d’art.
Domingo, minha presença será no VII Piquenique Cultural, na Praça Marielle Franco, em uma celebração de Paulo Freire promovida pela associação de leitoras da obra do professor.
Mais uma vez, minhas produções estarão ali, disponíveis ao encontro com leitores brasileiros e franceses.
Uma semana cheia de encontros, livros, memórias e conversas. Para quem escreve, talvez não haja melhor destino para uma história do que encontrar novos leitores.
Mazé Torquato Chotil – Jornalista e autora. Doutora (Paris VIII) e pós-doutora (EHESS), nasceu em Glória de Dourados-MS, morou em Osasco-SP antes de chegar em Paris em 1985. Atualmente vive entre Paris, São Paulo e o Mato Grosso do Sul. Tem 15 livros publicados (seis em francês). Em Paris, trabalha na divulgação da cultura brasileira, sobretudo a literária. Foi editora da 00h00 (catálogo lusófono) e é fundadora da UEELP – União Européia de escritores de língua Portuguesa. Escreveu – e escreve – para a imprensa brasileira e sites europeus. Recebeu os prêmios da Academia Internacional de Literatura Brasileira (AILB): Prêmio Romance 2025, pelo livro Mares Agitados: Na periferia dos anos 1970, e Prêmio Biografia 2022, por Maria d’Apparecida: negroluminosa voz.
