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Qual será o lugar de Zauith no panteão dos prefeitos?

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30/10/2013 – 15h04

Diante da reprimenda do internauta Bruno Dauzacker, que outro dia questionou lá na sessão de comentários minha definição de Braz Melo como o prefeito mais popular da história, quando o corpo do tantas vezes aqui citado fenomenal Ari Valdecir Artuzi nem havia esfriado na sepultura, e, aproveitando a orquestração da bancada situacionista em defesa de Murilo Zauith durante a sessão de ontem no palácio Jaguaribe, aproveito para entrar na onda de um dos pupilos do prefeito, Maurício Lemes Soares, para quem “criticar enjoa”. Tanto enjoa que o sucessor de Sidlei Alves e representante de Vila Vargas naquela Casa de leis, Madson Valente, não ficou nem vermelho ao dizer que seu filho de doze anos não conhecia ainda uma motoniveladora, isto, ao criticar (neste caso não enjoa) o “empirismo” dos poucos colegas oposicionistas que insistem em apontar “eventuais” falhas da administração. Daí a pergunta do título deste post, para uma reavivada na memória dos douradenses, já que estamos na boca de um novo processo eleitoral.

Que me lembre, foi a primeira vez que citei Braz Melo como o prefeito mais popular da história, num espaço onde João Totó Câmara e José Elias Moreira se revezam como os dois maiores nomes deste contexto. Totó, que além da marca da honestidade, dos que passaram pelo velho Casarão da rua João Góes (antiga sede da prefeitura) carrega até hoje o galardão do maior de todos os líderes regionais. O prefeito que ficou famoso pelo efeito da frase alertando o todo poderoso governador Pedro Pedrossian que governasse da ponte do Rio Brilhante pra cima, que dali pra baixo quem mandava era ele. Zé Elias, sempre citado como o maior dos administradores que passaram pela prefeitura, por sua audácia em, sucedendo Totó, após implantar uma reforma administrativa criando secretarias e “importando” secretários a torto e a direito, rasgar a cidade de fora a fora para a implantação de um sistema de saneamento jamais visto por estas bandas, ganhando também, de estirão, no quesito pavimentação asfáltica, até então a maior das reivindicações dos habitantes da historicamente empoeirada terra de seu Marcelino.

Em respeito a outros protagonistas neste ranking, diante do inevitável questionamento da posição de Vivaldi de Oliveira, outro mito da política local, a ressalva de que a análise se restringe ao período imediatamente anterior à divisão do Estado, com Totó Câmara na condição de último prefeito sob a jurisdição do Mato Grosso uno e Zé Elias, eleito em 1976, o da transição para o novo Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, o petebista das antigas, passado à história como “o prefeito dos pobres”, talvez emparelhado com Braz Melo nesta questão de popularidade. Entre ambos, também, até pela condição de fenômenos políticos, a coincidência pelo encerramento precoce de suas carreiras, permanecendo a incógnita quanto ao ocaso de Braz, já que Vivaldi abandonou a política por suas convicções espíritas.

Se a prosperidade tão prometida por Murilo Zauith ainda em sua primeira campanha à prefeitura estiver, enfim, chegando, ainda mais se vier no ritmo propagado por arautos como Maurício Lemes e Madson Valente, talvez nem haja necessidade de uma disputa no palito entre ele e o fantasma do Valdecir para ver quem passa à história no lugar mais alto do pódio. Sim, porque senão pelas obras que deixou para Zauith terminar, inaugurar e faturar, das quais o marketing municipal tem se valido tão bem, mas pela condição, por si só, este sim, de maior fenômeno eleitoral de todos os tempos, Ari Artuzi também merece seu lugarzinho neste panteão, queiram ou não aqueles que o fustigaram até a renúncia, na cadeia, daí à morte.

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