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Por que não?

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25/11/2013 – 10h09

Esqueçam, pelo menos momentaneamente, o vereador Alan Guedes no topo desta pirâmide improvisada aí. O recorte da foto é coisa aqui do Blog, até porque o retratista (ou seria a retratista?) encarregado das fotos de Murilo Zauith no Facebook anda, no geral, meio mal de enquadramento. Mas, na manhã desta segunda-feira, durante a visita do governador André Puccinelli para vistoriar e inaugurar obras em Dourados, ele (ou ela) pode ter focado no que viu e acertado no que não viu. Sim, por que não Murilo Zauith candidato a governador e Nelsinho Trad a vice?

Claro que os pentelhos de sempre devem, mais uma vez, ter colocado André Puccinelli na parede, com aquela chatice de querer saber se ele é ou não é candidato a senador, se Nelsinho Trad é mesmo o candidato do PMDB, ou se na última hora pode dar Simone Tebet, tanto para o governo como para o senado. Quanto ao que se afigura como óbvio ululante, entretanto, duvido que algum coleguinha tenha tido peito. Não quanto à possibilidade de o PMDB apoiar o petista Delcídio do Amaral, numa aliança formal, obedecendo a coligação nacional, mas, por baixo dos panos, já que é aí que mora o perigo, para Nelsinho Trad, evidentemente.

Como um governador quase douradense, como escrevi aqui em meados de seu primeiro período de governo, André Puccinelli tem afundado o trecho entre Dourados e Campo Grande. Mesmo naqueles primeiros quatro anos, quando o vice-governador era justamente o hoje prefeito Zauith, ele jamais abriu mão de acompanhar tudo de perto, tim-tim por tim-tim, como na implantação de sua primeira grande obra por aqui, avenidona até Itaporã, depois a tão decantada Perimetral Norte e, agora, a Guaicurus, sem contar um sem número de outras obras, como esta, tipo parto de burro, do colégio Presidente Vargas. Obras, muitas obras, como se vê, mas nadica de nada, que tenha saído da boca do governador, quanto à possibilidade de uma mãozinha para pôr fim à praga associada ao despacho de macumba feito aos pés da estátua do herói Antônio João Ribeiro para que Dourados saia dessa nhaca de ser a terra dos vices (governadores) e dos suplentes de senador.

E, como o maior dos pentelhos, quando o assunto é fazer projeções a respeito da sucessão estadual, acabo de ter um lampejo. Será que nesta cruzada para subir ao pódio como o melhor dos governadores para Dourados André Puccinelli não repete Pedro Pedrossian também neste quesito? Sim, porque só falta isso, depois deste incomodativo silêncio quanto a esta possibilidade, na undécima hora ele tirar o nome Murilo Zauith do bolso do colete, assim como Pedrossian fez com José Elias Moreira em 1982. E o que fazer com Nelsinho Trad? Por tudo o que está colocado, tendo como ponto de partida uma análise mais acurada do resultado da eleição para senador em Campo Grande, em 2010, por que não? Uma inversão de papéis, neste caso, talvez seja tudo o que André Puccinelli precise para sair dessa enrascada, passando à história não só como o maior dos governadores, mas ratificando também esta sua marca registrada de lealdade e de companheirismo.

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Zauith e Nelsinho, agora de manhã, em Dourados

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