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Tudo pelo segundo turno

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02/12/2013 – 09h49

Alguém duvida de que, se houver disputa, de verdade, nas eleições para a sucessão do governador André Puccinelli ano que vem será entre o senador petista Delcídio do Amaral e o ex-prefeito peemedebista da capital Nelsinho Trad, no máximo podendo acontecer uma terceira via liderada pelo prefeito douradense Murilo Zauith? Então, ao quê se atribuir a manchete do Correio do Estado desta segunda-feira, anunciando a possibilidade de oito candidaturas ao governo? Elementar. Cacife para dar segundo turno – garantia, principalmente aos perdedores do primeiro, não apenas de imediata quitação de contas de campanha, como de um lugar ao sol no futuro governo.

Não por coincidência, a ideia de pulverização de candidaturas parte de lideranças partidárias que sempre orbitam o poder. São os caciques dos já manjados PBs, ou, Partidos das Boquinhas. A novidade desta nova “rebelião” – e aí tem, já que esse povo de Fátima do Sul não prega prego sem estopa – é o posicionamento da vereadora Grazielle Machado (PR), aos poucos assumindo o lugar do pai, Londres, no cenário político estadual, com a sugestão do lançamento da candidatura de Edson Giroto, homem de confiança de André Puccinelli, em tese, o patrocinador da candidatura Nelsinho Trad.

Mas novidade, mesmo (e aqui não tenho como não lembrar minha amiga, grande jornalista e jurista Maria Goretti Dal Bosco, sempre inconformada com textos que guardavam o bom da história para o final), pode sair quando se desvendar o mistério que está fazendo o presidente do PDT, o cacique-mor João Leite Schimidt. Mesmo todo mundo sabendo que a pedida dos remanescentes do brizolismo no Estado se resume ao retorno, ops!, de Dagoberto Nogueira ao Congresso Nacional, Schimidt está com uma conversa de que há um novo filiado pedetista que reuniria condições de disputar o governo. Como de novo nas hostes pedetistas só o benemérito empresário douradense Adão Parizotto, será que já vão queimar o camarada logo de saída? A menos que Schimidt avalie que Parizzoto, por quem teria se “apaixonado”, possa repetir o feito histórico do jovem engenheiro Pedro Pedrossian, de quem foi sempre guru e que pulou da chefia da Noroeste do Brasil direto para o Palácio Alencastro, em Cuiabá. Para quem foi filiado para disputar a sucessão de Zauith, já lançado pela turma de George Takimoto para deputado federal, não custa sonhar, desde já, com o Parque dos Poderes.

A propósito dos devaneios de Schimidt, ele gosta e até andaria auscultando a possibilidade de injetar um pouco mais de ânimo em Murilo Zauith, para, aí, sim, construir uma terceira via até com a possibilidade de desbancar Nelsinho Trad, o que obrigaria, enfim, o governador André Puccinelli a admitir a possiblidade de apoiar alguém de Dourados ao governo do Estado. A menos que, como senador eleito, pelo PMDB, partido da base de sustentação do governo – que parece eterno – petista, Puccinelli seja obrigado, no segundo turno, a subir no palanque do aliado Delcídio do Amaral.

Conjecturas e maquiavelices de Londres Machado e João Leite Schimidt à parte, a verdade é que, desde já, estão todos de olho numa boquinha no futuro governo, e um segundo turno, na pior das hipóteses, garante o panetone de 2014. Até porque não há lugar para todo mundo nos palanques de Delcídio do Amaral e de Nelsinho Trad. E a situação mais delicada é exatamente a de Murilo Zauith. A menos que, mesmo com o choque de empreendedorismo que promete imprimir em sua administração, caia na vala comum dos que se conformam e nada fazem para que Dourados deixe de ser a cidade dos vices (governador) e dos suplentes (de senador). Sinistro, como diz o bordão de Antonino Rebeque no Facebook.

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Parizotto, a carta na manga de Schimidt e de Takimoto

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