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A difícil vida dos candidatos sem André e Delcídio

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22/04/2014 – 15h08

Com a saída à francesa de André Puccinelli da corrida eleitoral e Delcídio do Amaral já um náufrago do mar de lama da Petrobras fica cada vez mais difícil a vida de tantos quantos sonhavam ocupar os confortáveis assentos da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados, da mesma forma os que se aventurarem à vaga senatorial ante a qual, com todo seu potencial eleitoral, o governador empacou, e empacou bonito, como diz o petista Ribeiro Arce. Em princípio, este novo quadro favoreceria apenas os que sonham com o retorno, a essas casas legislativas, claro, exceto Akira Otsubo, ocupando a vaga de Edson Giroto, mas pensando em voltar à Assembleia, como o ex-federal João Grandão.

Assim mesmo, no caso dos que buscam a reeleição, cada um com seus dramas. Começando pelos que contavam com burra cheia de Puccinelli. Uma coisa seria ele precisando se eleger senador, outra, cuidando dos netos e apenas tendo o trabalho de consultar a agenda para saber o local de comícios dos aliados. Mais, contando-se nos dedos de uma mão, apenas, os seus ungidos, principalmente os que devem continuar ou ser mandados para Brasília.

Situação mais periclitante, pra variar, a dos peemedebistas douradenses Geraldo Resende e Marçal Filho. Não bastasse esta orfandade, os problemas jurídicos decorrentes dos retornos da Uragano, cujo processo está no Supremo Tribunal Federal, depois da formalização da denúncia pela Procuradoria Geral da República. Orfandade também, mesmo com toda a assiduidade em plenário e uma das grandes revelações desta nova safra, a de Fábio Trad, não só pela ausência do pai, desta vez assistindo tudo lá de cima, como pela bambeza nas pernas do irmão que não consegue sair de Campo Grande para melhor conhecer o Estado que sonha governar. Pelas mesmas razões, com o agravante dos mais fluídos do “demo”, o primo Luiz Henrique Mandeta. Quanto aos petistas, não bastassem as mesmas ondas que cada vez mais fazem Delcídio se distanciar das plataformas de petróleo e do Continente, Wander Loubet tendo que dividir o patrimônio eleitoral da família com titio Zeca e o bife de Antônio Carlos também esturricado pelo aumento da fervura com o óleo contaminado. Por tudo isso, bonito na foto só mesmo o tucano Reinaldo Azambuja, que numa dessas pode virar senador ou governador do Estado. E Carlos Marun, evidentemente.

Na disputa pelas cadeiras da Assembleia, expectativa na bancada douradense quanto ao desempenho de Laerte Tetila e George Takimoto, os grandes beneficiados com o limpa da Uragano em 2010. Situação difícil a de Tetila, com a companheirada dividida entre ele e João Grandão. Zé Teixeira, além das boiadas que têm assegurado seguidas reeleições, fala em ser vice de Delcídio e, até, em abandonar a vida pública. Entre os novatos, enquanto o petista Nicácio Cantero joga a toalha, José Carlos Barbosinha se segura numa sinecura no governo depois de ter deixado a Sanesul, dando a pinta de que não está com tanto gás como se imaginava. Ainda neste pelotão dos com chance, Gerson Schaustz, este sim, com a burra (de Zauith) cheia e Délia Razuk que apostava todas as suas fichas no apoio de Puccinelli, mas o candidato ao Senado.

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Dobradinha desfeita; hora de dividir votos

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