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Ao lançar Nelsinho, André diz que ‘despiorou’ o Estado

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26/04/2014 – 16h01

O governador André Puccinelli (PMDB) resolveu devolver as críticas que vem recebendo do deputado Reinaldo Azambuja (PSDB) sobre ações em favor do Estado. Os dois estiveram na manhã deste sábado (26) em Dourados, o primeiro para recepcionar o vice-presidente do Brasil Michel Temer no ato de pré-lançamento da candidatura do ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho ao Governo e o segundo para anunciar prioridades apontadas no levantamento do projeto PensandoMS para a região.

“Nós já estamos pensando o MS há oito anos, e mais do que isso, fazendo mais pelo Estado”, alfinetou André, que fez um discurso de queixas contra antecessores e até de alguns eventuais aliados que agora, segundo ele, ameaçam mudar de lado. “Fui o único governador que tratou a todos igual, até os do PT, mas agora nossos companheiros vão ter mais”, provocou diante de uma plateia que queria ouvir o líder nacional no auditório lotado da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados).

Enquanto isso, na Câmara de Vereadores, o deputado Reinaldo Azambuja disse que a população desta região quer mais saúde. Os números colhidos por ele indicam que a cidade oferecer em torno de 520 leitos em todas as unidades. “Campo Grande tem cinco vezes mais do que isso, e a grande maioria dos pacientes de 38 municípios da região vem buscar atendimento em Dourados”, observou Azambuja.

O governador André Puccinelli interrompeu as lágrimas várias vezes no discurso que fez na Aced para dizer que herdou o Estado quebrado do ex-governador Zeca do PT. “A mudança que queremos agora não é igual a que fizeram em Campo Grande, onde o prefeito que eles [referindo-se ao apoio do PT e do PSDB ao ex-prefeito Alcides Bernal (PP) no segundo turno] colocaram está agora com pedido de prisão”, discursou.

André disse que se as pessoas não acham que o Estado melhorou nesses oito anos do mandato dele, “pelo menos o ‘despioramos’ e isso até os sindicatos com quem tanto brigamos já começam a reconhecer”. Ele disse que a Sanesul superou a marca de R$ 1 bilhão em investimentos depois que o presidente José Carlos Barbosa recuperou a empresa e que durante todo o mandato “não tivemos greve de polícia por aqui”, concluindo que “o 13º. Do funcionalismo também já está reservado”.

“Jejuna”

Michel Temer foi o último a discursar no ato dos peemedebistas, depois do presidente local, Geraldo Resende, do pré-candidato a governador Nelsinho Trad e do governador André Puccinelli. “Ele começou dizendo que se André foi um bom médico e grande secretário de Saúde no Governo de Wilson Martins, na década de 80, no ‘Rio Grande do Sul’ [depois corrigiu para Mato Grosso do Sul], ele conclui agora um mandato vitorioso e está pronto para eleger Trad Filho e Simone Tebet para o Senado.

Sobre a atual vice-governadora, o vice-presidente do Brasil disse que Simone não é ‘jejuna’ [parte do intestino delgado entre o duodeno e o íleo, segundo o dicionário Informal; que está em jejum, vazio de idéias ou conhecimentos, conforme o Wikcionário], porque vem da linhagem do senador Ramez Tebet, assim como Trad Filho, da linha do deputado federal Nelson Trad. “Nesses dois eu me inspiro e procuro seguir o exemplo deles”, disse Temer, para concluir com a afirmação de que resolveu começar a visita aos Estados por Mato Grosso do Sul “e aqui ninguém quer mudar não”. (Douranews)

Nelsinho e Simone, finalmente sacramentados pelos peemedebistas

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