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Parizotto cai fora da disputa de 2014

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26052014 – 17h24

Dizendo-se envaidecido pelos inúmeros convites que tem recebido para entrar na política partidária, mas reconhecendo que é muito pouco, “quase nada, mesmo, perto do que Dourados merece”, o que fez até agora na vida pública para merecer tamanha honraria, o empresário Adão Parizotto diz que prefere se convencer das propostas dos eventuais candidatos, para só depois se posicionar. Ou seja, descarta, de imediato, uma eventual candidatura, mas não se furtando a participar dos projetos que visem, objetivamente, o desenvolvimento do estado e do município, trazendo melhores condições de vida à população.

Empresário do agronegócio e do setor imobiliário, Adão Parizotto começou a ter seu nome ventilado para a política a partir ações sociais de seu grupo empresarial, entre as quais se destacando as doações de áreas para o Hospital do Câncer e, mais recentemente, do hospital regional. Convidado pelo deputado George Takimoto e pelo ex-deputado João Leite Schimidt, assinou ficha de filiação no PDT, legenda da qual é vice-presidente do diretório local.

Para Adão Parizotto, entretanto, a benemerência de sua família não pode ser confundida com ação política, muito menos ser entendida como moeda de troca. “O pouco que fizemos como cidadãos é parte de nossa responsabilidade social, uma retribuição de caráter humanitário em agradecimento a Deus e como forma de reconhecimento por tudo o que Dourados e o Mato Grosso do Sul nos deram em resposta ao trabalho de toda a família”, diz Parizotto, para quem a política é um desafio que se impõe às pessoas de bem e com serviços prestados à comunidade, mas, acima de tudo, com uma responsabilidade muito maior, a ser encarada com a seriedade e a determinação que o momento exige no Brasil. “Não fugiremos a esta responsabilidade, mas, humildemente, estamos apenas entrando na fila, e aguardaremos a hora certa para o chamamento popular, não os das conveniências partidárias”, acrescentou o empresário.

Quanto à sua participação na campanha de 2014 disse que quer conhecer as propostas dos prováveis candidatos. “Embora o Mato Grosso do Sul tenha avançado muito nos últimos anos, as demandas são enormes e não podemos perder tempo pensando um Estado cujos problemas são de sobejo conhecidos; muito menos nos apegar ao que está feito para vender sonhos como plataforma de governo”. Parizotto avalia como positiva a postura de modernidade defendida pelo candidato petista Delcídio do Amaral, mas salienta que é preciso sair das generalidades, da linguagem marqueteira, para dizer efetivamente o que se pretende fazer, sem prejuízo das conquistas que aí estão. Citou, como exemplo, para ficar apenas na área em que entende como das mais problemáticas (daí as ações que vem promovendo no setor), o mote de campanha do petista de colocar a saúde no vértice de seu programa de governo, salientando que é preciso explicar bem para a população o que é isso.

Além de cogitado como candidato a deputado estadual e federal, o nome de Adão Parizotto foi colocado como possível companheiro de chapa de Delcídio do Amaral e de Nelsinho Trad. As conversações com Delcídio do Amaral avançaram mais em função do posicionamento do partido, favorável ao senador, embora o deputado George Takimoto defenda a ideia de coligação com o peemedebista. Descartada a ideia de uma candidatura agora, o nome de Adão Parizotto, entra, automaticamente, na relação dos pretendentes à sucessão do prefeito Murilo Zauith, ideia, aliás, que parece mais palatável ao empresário.
 
 
 

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