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Procura-se um candidato a vice-governador

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04/06/2014 – 19h19

Outro dia, diante da incredulidade de internautas com os nomes “de Dourados” que começaram a surgir como prováveis candidatos a vice-governador na chapa de Nelinho Trad, o cartorário de Vicentina, Sérgio Nascimento, foi ao extremo do sarcasmo ao observar que, enquanto os dois maiores caciques políticos do Estado, os fátima-sulenses André Puccinelli e Londres Machado, definiam quem seria o próximo governador e o senador, os douradenses batiam cabeça para indicar um vice ou um suplente de senador. Não seria assim se a classe política douradense tivesse levado a sério discurso do mais poderoso entre os tantos suplentes e vices, o empresário Celso Dal Lago, que se cansou de alertar para a triste sina da cidade que não podia mais se contentar como a terra dos vices e dos suplentes.

Certamente Sérgio Nascimento se referia aos áureos tempos em que, além de Dal Lago, Dourados tinha alternativas para essas ocasiões. Agora, nem isso. E, se depender de algum nome de peso, ainda para ficarmos no exemplo do próprio Celsão, bem provável que o ex-prefeito campo-grandense tenha que rever seus planos. Não é à toa, aliás, que já circulam fortes rumores de que Trad filho já teria até marcado data para anunciar que, assim como o chefe Puccinelli optou por cuidar dos netos, ele também pode sair de fininho, com a mais que louvável das desculpas, a de que sua temporã Maria Gabriela não suportaria a microfonia provocada pelos fios descascados, principalmente dos palanques improvisados em cima de carrocerias de caminhão interior afora.

E pensar que Dourados viveu a plenitude de sua fartura política quando se dava ao luxo de ter até dois candidatos a vices. Numa mesma eleição. E competitivos. Foi assim, em 1998, quando, para fazer frente à força de Humberto Teixeira como vice de Ricardo Bacha, Pedro Pedrossian, pressentindo que a vaca poderia ir para o brejo já primeiro turno, substituiu o vice campo-grandense Newley Amarilha pelo “douradense” Valdir Guerra. Antes disso, oferecendo George Takimoto como vice de Marcelo Miranda; Braz Melo de Wilson Martins; depois Egon KKK na reeleição de Zeca do PT e Murilo Zauith de André Puccinelli. Isso tudo, antes do grande momento na única vez em que terra de seu Marcelino foi protagonista, primeiro com José Elias Moreira disputando o governo, em 1982; depois, em 1986, com João Totó Câmara enfrentando ninguém menos que Rachid Saldanha Dérzi e Wilson Barbosa Martins para o Senado.

O drama de Nelson Trad Filho é que sobrou para Murilo Zauith, com aquela sua paciência oceânica, a responsabilidade de indicação, tanto de seu companheiro de chapa como o do ou da segunda – ou alguém duvida de que o primeiro será alguém da mais estrita confiança de André Puccinelli? – suplente de Simone Tebet. E o drama maior de Nelsinho: o prefeito douradense, que sonhava ser, ele próprio, o candidato a governador ou a senador, não tem, isto mesmo, não tem, simplesmente, quem indicar. Até teria, o ex-presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa. Mas, Nelsinho e Barbosinha? Não. Além de ficar parecendo dupla sertaneja, o ex-prefeito (de Angélica!) até já comprou o terno para a posse como deputado estadual. Por exclusão, ou como se diz, já que só tem tu vai tu mesmo, falando-se no nome do pastor e vereador de primeiro mandato Sérgio Nogueira. E que o pastor pegue agarre logo, pois já tem até owaris uraganos se assanhando.

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Barbosinha e Nelsinho?

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