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Murilo Zauith, o Pôncio Pilatos de Nelsinho Trad

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23/06/2014 – 09h28

Mais pela falta de opções do que pela simpatia – além dos interesses, claro – que tem por Delcídio do Amaral e Reinaldo Azambuja, Murilo Zauith deve repetir, na hora de sacramentar o nome do vice Nelsinho Trad, o gesto do governador romano Pôncio Pilatos diante da turba enraivecida que levou Jesus Cristo (Este, sim, o Cara) ao madeiro. Mas lavar as mãos, simplesmente, não basta. Melhor seria, para Dourados e seu eleitorado com orgulho ferido, se o prefeito neossocialista, diante do atual quadro político, tivesse a mais digna das atitudes de seu líder maior: declinando, simples e educadamente, de tão “honrosa” missão.

Durante toda a fase de pré-campanha, aquela em que nomes são aventados a torto e a direito, nem pelo mínimo de respeito que Dourados merece o nome de Zauith foi incluído entre tantos os que poderiam ser lançados ao governo ou ao senado. Aliás, ao governo, porque a vaga ao senado já havia sido jurada diante do esquife de Ramez Tebet, com o critério de escolha remetendo o Mato Grosso do Sul ao tempo das Capitanias Hereditárias. Como diz o ex-deputado Roberto Razuk, “o que fez esta moça (Simone Tebet) para ganhar de presente uma cadeira no Senado?”.

Muito bem. Chegou uma hora em que Murilo Zauith se encheu. E encheu o peito, invocou a condição de líder maior da região da Grande Dourados e, repetindo José Elias Moreira, lançou-se, enfim, candidato a governador. Chegou a reunir a equipe, exigindo do vice, Odilon Azambuja, apenas o compromisso de manter pelo menos Carlos Fábio e Marinise Muzoguchi até o final deste ano, já que Zito Leite e Waltinho Carneiro fariam parte de seu estafe de campanha. Ele só não sabia que Nelsinho Trad havia atalhado caminho e amarrado direto com Eduardo Campos o apoio de seu partido, o PSB, ao PMDB no Estado. Ficou com cara de cachorro flatulento na igrejinha dos Bumlai no Cachoeirinha.

Mas, de songamonga, Murilo Zauith só tem a cara, além daquele jeitão que tanto divertia Valdecir Artuzi, de bater uns nos outros os cinco dedos da mão enquanto esfrega os dos pés enfiados no mocassim sem meias fingindo não entender o que acontece ao seu redor. Daí o pulular de tantos nomes, alguns pra lá de ridículos, para não dizer, até, comprometedores, como eventuais candidatos a vice-governador de Nelsinho Trad. Isto, sem que haja o mínimo questionamento por parte dos sempre bem pagos (para não insubordinar, como diz Geraldo Resende) jornalões impressos.

Alias, se tivessem o mínimo, repito, o mínimo de consideração com Dourados, com seus pagadores de impostos ou seu prefeito, deveriam oferecer o nome do primeiro suplente de Simone Tebet. Mas não para na hora H desconvidarem, como fizeram com Eduardo Marcondes quando Beth Puccinelli foi impugnada como primeira suplente de Ramez Tebet, assumindo a vaga o segundo suplente, campo-grandense Walter Pereira e não o primeiro, situação à época do então vereador douradense. Um absurrrrrdo!, para ficarmos no bordão do próprio filho do coronel Marcondes.

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E o cururu perguntaria: é isso mesmo Mumu?

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