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O inexplicável sumiço das provas dos retornos de Zeca do PT

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29/07/2014 – 17h53

Menos mal, num país onde o presidente da Suprema Corte, atropelado pela maioria governista (!?) em plenário – constrangido e compungido – é obrigado a deixar o cargo, que a campanha eleitoral, apesar de todo engessamento para poupar os poderosos, ainda deixa brechas, senão para o debate de ideias, para que se mostrem os podres desses privilegiados, em que pesem tantos crimes, sempre tentando se perpetuar tanto nas casas legislativas como no executivo. É o caso do bancário de profissão, piqueteiro por excelência, ex-deputado estadual, ex-governador, atual vereador e, se deixarem tudo como está para ver como é que fica, futuro deputado federal Zeca do PT.

Menos mal que, se achando (além do orgulho por ser companheiro de biritas de Lula da Silva, por pintar aí como campeão de votos), é o próprio Zeca quem pisa nos tomates e enseja o retorno desta discussão que, para ele, é das mais indigestas. E olha que quase caio em sua conversa mole. Numa deferência ao amigo Zé Elias cheguei a participar de alguns convescotes para ouvir suas prosopopeias. Daí sua pretensão, decerto, de ter-me como seu cabo eleitoral, a exemplo de alguns coleguinhas, entre os quais um que ultimamente se presta até a motorista de madame, para sua Gilda.

Vamos e venhamos. Alguém que se refere ao governador de seu Estado como “uma carniça, um bicho que morre e fede” tem direito de reclamar por ter seu estado de lucidez questionado, daí a dúvida quanto a uma possível embriaguez? Esta é a bronca de titio Zeca. Está “pt” da vida por entender que o Blog denegriu sua imagem no dia em que, a propósito de uma prosaica “casinha” mostrada por Roberto Djalma Barros no Facebook questionei o que fedia mais, se o conteúdo desses mictórios de antigamente ou algum congênere, quando saído da boca de figuras proeminentes, na linha do “estupra mas não mata” de seu agora companheiro Paulo Maluf ou mesmo do “pezinho na cozinha” de FHC.

Menos mal que tudo isso vem no início, ainda, da campanha eleitoral, em tempo de se estabelecer um debate sério a respeito do misterioso sumiço das provas que levaram uma secretária da governadoria a fazer tão graves denúncias contra Zeca e sua caterva. Além do sumiço da própria secretária, Ivanete Martins, não se sabendo se apenas por conta de uma delação premiada ou por alguma dessas ações clandestinas como a que resultou no assassinato do proeminente petista Celso Daniel, entre outros. Com isso, Zeca e Cia., sendo inocentados. E, mais absurdo ainda, movendo e ganhando ações milionárias na justiça contra veículos de comunicação que se atreveram a mostrar toda a maracutaia.

Menos mal que a denúncia de Ivanete Martins se restringia a percentuais de retornos padrão Delcídio, ou seja, de módicos 5%, de um total de R$ 120 milhões do que ficou conhecido como a farra da propaganda do governo petista de Mato Grosso do Sul. Sim, porque se a justiça escarafunchasse as grandes obras certamente cairia o Estado. Cinco por cento, bem dito por Ivanete, quando era para o governador, ou para o primeiro-primo, deputado Vander Loubet, o “Francês”, porque quando era para o Secretário de Governo o percentual chegava ao padrão uragânico, de 10%. Pior, diferentemente do idolatrado chefe Lula, Zeca sabia de tudo. Tudo, tim-tim por tim-tim, com nomes aos bois, até de duzentos mil reais de retorno para tirar um companheiro da cadeia, do carregador da sacolinha, um tal Passarinho, e a hora que passava para entregar os retornos, num vídeo que ainda faz muito sucesso na internet. Só acessar aqui e se divertir. Ou chorar.

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Ivanete Martins, denunciando os retornos petistas à imprensa da capital

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