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Novatos desafiam veteranos com propostas inovadoras de campanha

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31/07/2014 – 15h27

Em meio a uma extensa lista de candidatos registrados no TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), muitos são desconhecidos da maioria da população se comparados aos detentores de mandatos eletivos. No entanto, alguns ousaram ao apresentar propostas inovadoras.

Para as eleições deste ano foram solicitados inscrições de mais 552 candidatos aos cargos majoritários (governador, vice e senador) e proporcionais (deputado estadual e deputado federal), muitos dos quais conhecidos por seus apelidos, pelas profissões, localidades e até pelas religiões.

Os nomes apresentados são geralmente apelidos tradicionais da pessoa. Entre os nomes curiosos encontrados na relação dos candidatos que disputarão as eleições de outubro, verifica-se que as profissões são mais utilizadas pelos postulantes.

Nas categorias encontram-se doutores, policiais, professores, enfermeiros, etc. No entanto, o que mais tem chamado atenção é a ousadia de muitos, alguns até com propostas inovadoras, como é o caso da enfermeira Rosana da Saúde (PMN), que tenta uma das oito cadeiras da Câmara dos Deputados.

Procurada pela reportagem, ela disse que, apesar de atuar na área de saúde, já que trabalha há 10 anos como enfermeira no Hospital Regional, em Campo Grande, sua principal bandeira de luta é a educação, por entender ser a única saída para superação da miséria, exclusão e da violência no País.

O sonho dela é que, se eleita em outubro, a Câmara aprove projeto de sua autoria que der condições para que as instituições bancárias e até outras empresas do País adotem o mesmo sistema colocado em prática há anos pela Fundação Bradesco, que mantém, entre outros, cursos de educação profissional básica, especialização rápida, informática para deficientes visuais e alfabetização de adultos.

A proposta da enfermeira é elogiada pelo empresário Máximo Brasil, cuja empreiteira presta serviço para a fundação há vários anos. Ele lembra que o trabalho da entidade já mereceu o reconhecimento de várias instituições nacionais e internacionais.

“É uma ideia muito importante no momento em que a situação educacional do País precisa do apoio de todos, não apenas do poder público. Buscar o apoio da iniciativa privada é realmente uma proposta providencial e que deve ser analisada pelo Congresso Nacional”, avaliou o empreiteiro.

Sobre a saúde, a enfermeira defende que a União invista 10% de sua arrecadação no setor para aliviar a conta de estados e municípios, responsáveis pela aplicação de 12% e 15% de suas receitas líquidas.

“A saúde está um caos, falo isso não é porque sou candidata, mas porque convivo dentro de um hospital há anos e sei como funciona”, atestou ela que concorre com outros 125 concorrentes à Câmara Federal.

CARGA TRIBUTÁRIA

Concorrendo ao governo do Estado pela primeira vez, o candidato do PP, vereador de Corumbá, Evander Vendramini (PP), promete diminuir a carga tributária, aumentar os investimentos em saúde, e realizar políticas públicas voltadas a infraestrutura, transporte e qualificação profissional.

Ele diz que o Estado precisa de mais políticas públicas voltadas à saúde e que a carga tributária é muito alta e por isso atrapalha o desenvolvimento local.

Segundo ele, o agronegócio é uma de suas prioridades, já que é o setor que mais movimenta a economia regional.

Outro estreante na política, o médico Ricardo Ayache (PT), candidato ao Senado na chapa do senador Delcídio do Amaral (PT), garante ser um dos mais árduos defensores no Estado da Reforma Política.

“Juntos temos de fazer valer o clamor das ruas por maior representatividade. Não podemos mais assistir a cada dois anos o poder do dinheiro definir as eleições no Brasil”, disse.

De acordo com ele, essa mudança só acontecerá por meio de um Plebiscito Popular, uma vez que a pauta do projeto de lei proposto pela presidente Dilma Rousseff segue travada no Congresso Nacional.

“Essa é a hora daqueles milhões de brasileiros que foram às ruas em 2013 mudarem, por meio do voto, esse sistema político brasileiro e conquistar mais representatividade. Esse plebiscito acontecerá na Semana da Pátria, de 1 a 7 de setembro, e é fundamental que todos façam valer sua voz”, aconselhou o petista.

Apesar de não dar maiores detalhes sobre suas propostas, o candidato ao Senado pelo PSD, Antonio João Hugo Rodrigues, garante que pretende buscar recursos para desenvolver o Estado e atender as necessidades da população.

Ele acha que Mato Grosso do Sul não precisaria gastar 300 milhões para construir o Aquário do Pantanal porque o estado precisa de hospitais, condições básicas de saúde, educação e segurança.Willams Araújo/Conjuntura Online

O novato Ricardo Ayache, candidato a senador de Delcídio

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