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domingo, junho 28, 2026

Hora de lavar a égua ou de pagar mico histórico?

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19/09/2014 – 08h12

Com ou sem Murilo Zauith, só para não perder o link com o post anterior, Dourados, pelo que apontam as pesquisas, está na iminência de eleger o maior número de deputados estaduais da história. Até agora, a maior bancada foi a de 1982 (Anis Faker, Ivo Cersósimo, Roberto Djalma Barros e Walter Carneiro), assim mesmo porque José Elias Moreira puxou votos como candidato a governador. Depois, por meia legislatura, apenas, tendo uma bancada de cinco deputados, o que só foi possível com a subida de três suplentes (Bela Barros, Humberto Teixeira e Valdenir Machado), por coincidência na menos produtiva de todas as eleições, quando da ascensão do fenomenal pedetista Ari Valdecir Artuzi, com mais uma reeleição do demo Zé Teixeira.

Abrindo-se os cadernos de pesquisas na página que traz os 24 mais votados, dá até para sonhar com a maior de todas as bancadas, levando-se em conta o registro das intenções de voto num dado momento da virada de agosto para setembro. Sem a soma das legendas, claro, pela ordem de votação e com pouca variação entre os institutos aparecem Keliana Fernandes, Laerte Tetila, Zé Teixeira, Délia Razuk, João Grandão, José Carlos Barbosa, George Takimoto e Gerson Schaustz. Além destes, o douradense adotado Renato Câmara, com uma das campanhas mais intensas na terra do endinheirado sogro Cláudio Iguma. Isto, na tabela em que Marquinhos Trad estoura a boca do balão como o mais votado, credenciando-se, desde já, como fortíssimo candidato a prefeito de Campo Grande.

Com auxílio da lupa de Antônio Tonanni, na página da tabela com os percentuais de cada partido e/ou legenda e número de vagas que caberia a cada um, dá até para sonhar mais alto, incluindo nessa relação o big candidato de Murilo Zauith, Fael Cordeiro e o tucano Valdenir Machado. Já imaginaram uma bancada de dez deputados estaduais? Os caras mudam a capital do Estado para Dourados e, aí, sim, passa a ser concreta a possibilidade de Murilo Zauith tomar a cadeira de Delcídio do Amaral, ops!, a do Senado, claro, quem sabe até com maiores chances de sentar-se, em definitivo, naquela em que tomou gosto quando das curtíssimas ausências de Puccinelli durante o primeiro mandato.

Claro que esta é uma tentativa de análise de uma gangorra, embora, pela atipicidade de uma campanha em que o dinheiro anda mais curto que coice de porco o sobe-e-desce nessas planilhas não deve alterar muito o quadro. Tirante surpresas decorrentes da soma, e das sobras, principalmente, das legendas, quando se define o coeficiente de quem entra e de quem fica fora, pouca coisa deve mudar. É nessa hora que uma Keliana Fernandes, com todo este favoritismo inicial pode, por exemplo, dar lugar a um azarão como Gerson Schaustz. Para que isto não aconteça, evitando encharcar ainda mais o lenço do amado Marçal Filho (também uma espécie de cavalo paraguaio, tido como fora do páreo federal), terá que reforçar a reza pra são José Carlinhos, pegando uma carona na legenda. Ou, vice-versa. Aliás, por tudo o que se fala desse moço, como diz Roberto Razuk, se ele não conseguir ultrapassar Marquinhos Trad no cômputo geral e, pior, se este investimento que salta aos olhos não se traduzir em votos pode ser que, em vez de lavar a égua Dourados venha a pagar um mico histórico.

PS – Nos próximos posts vou destrinchar esta análise, incluindo, claro, as chances da federal turma dos retornos.

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Keliana e Marçal, o casal 20 das eleições deste ano

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