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TRE nega pedido do PT para impugnar Reinaldo

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20/09/2014 – 15h36

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) negou nesta sexta-feira (19) o pedido de impugnação da candidatura a governador de Reinaldo Azambuja (PSDB), proposto pela coligação “MS com a Força de Todos”, liderada pelo candidato Delcídio do PT e seu vice Londres Machado e suspendeu o processo. A Justiça entendeu que o pedido, baseado em informações não comprovadas espalhadas pelo candidato petista não tinha cabimento nesse momento eleitoral. Segundo a Justiça Eleitoral, o pedido foi realizado fora do prazo legal e só poderia ser apreciado depois da prestação de contas de cada candidato, o que ocorrerá apenas após o segundo turno das eleições.

“A mentira e armação do PT mais uma vez foram desmascaradas. O Poder Judiciário não aceitou dar guarida à uma ação claramente eleitoreira e baixa, que só tem como objetivo confundir e enganar a população. Reafirmo que a nossa campanha continuará seguindo o caminho da verdade”, disse Reinaldo.

O candidato do PSDB também cobrou hombridade de seus adversários no momento em que sua candidatura cresce nas pesquisas. “Não admitiremos esse jeito velho de fazer política que o PT vem utilizando, para tentar jogar os seus adversários na vala comum das suspeitas de corrupção que o candidato deles está atolado. Quanto mais mentiras eles falam, mais crescemos nas pesquisas. O povo de Mato Grosso do Sul sabe que mudança de verdade é também acabar com esse jogo baixo e mentiroso”, disse Reinaldo.

Segundo a assessoria do candidato tucano o pedido da coligação de Delcídio do PT foi baseado em informações mentirosas, que estão sendo divulgadas pela candidatura petista e já são alvo de pedido de direito de resposta. “Ao contrário do que diz a propaganda caluniosa, não houve nenhuma apreensão de recursos por parte da Polícia Federal”, diz a matéria da assessoria.

Informa ainda que todos os recursos de posse de colaboradores da campanha da Coligação Novo Tempo estão perfeitamente dentro da legitimidade e da legalidade do processo eleitoral e podem sim ser transportados. De acordo o Artigo 31, parágrafos 5º e 6º, da Resolução 23.406 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recursos legais de campanha podem ser sacados para o fim de custear as despesas rotativas, podendo ser inclusive transportados em espécie até o limite de R$ 100 mil ou 2% do total dos gastos, com a devida manutenção da documentação comprobatória para posterior prestação de contas.

Delcídio e o roubo na Petrobras

Por outro lado, o pedido formal e suprapartidário de providências para determinar apuração das sérias denúncias sobre o envolvimento do senador e candidato a governador Delcídio do PT no escândalo de propina, corrupção e roubo de dinheiro da Petrobras continua tramitando no Ministério Público Federal (MPF).

Na última quarta-feira (17), em “Ato contra a Corrupção”, os partidos da Coligação Novo Tempo (PSDB, PSD, PPS, DEM, PMN e Solidariedade), o PSTU, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública de Campo Grande (Sintesp) e cidadãos protocolaram o pedido no MPF.

O esquema de corrupção e propina envolvendo a Petrobras, empresas fornecedoras e políticos pode ter lesado os cofres públicos em R$ 10 bilhões, ou seja, um montante 60 vezes maior que o escândalo do “Mensalão”.

Esse novo esquema, considerado o maior da história do País, veio à tona pelo vazamento na grande mídia de depoimentos do ex-diretor da petrolífera, Paulo Roberto Costa, que aceitou os termos de acordo de delação premiada com o Ministério Público.

O silêncio de Delcídio

Durante o “Ato contra a Corrupção”, as centenas de manifestantes cobraram de Delcídio do PT uma posição pública sobre o desafio lançado pela Coligação Novo Tempo, em nota publicada na imprensa, na qual questionam o senador se ele está sendo ou não investigado pela Polícia Federal, pela Procuradoria Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“A gente desafia o Delcídio a dizer, em público, se está sendo investigado pela Polícia Federal em um processo aberto pelo Ministério Público Federal e autorizado pelo Supremo Tribunal Federal. Ele tem que falar se isso existe ou não existe, afinal, ele é um candidato e é um homem público”, disse o presidente estadual do PPS, Athayde Nery, que participou do ato.

Olhos nos olhos ontem, punhaladas hoje

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