22/09/2014 – 10h25
Muito bem. Viradas as páginas que contém as listas dos mais votados e da provável composição da futura bancada douradense na Assembleia Legislativa, com base na soma – e nas benditas sobras – das legendas, vamos a cada uma delas, para tentar entender o tamanho da encrenca. É o maior barato conversar com candidatos. Todos se veem com chances, até mesmo os que não fazem parte dos primeiros pelotões, como é o caso do “progressista” Izomar Galeano. Neste caso, aliás, pode até ser que Dourados fique com uma rebarba, desde que o irmãozinho preferido de Antônio Neres seja o primeiro da lista, não apenas pelo que Alcides Bernal pode puxar na legenda, mas, principalmente, se o eleitor entrar na onda da excentricidade de nomes como Pikita, Filho do Padre, Maguila, Lagoa do Tapete, Bira Mecânico, Tiãozinho do Táxi, Nelson Primo dos Ovos, Xororó, Papai e Sid (sic) do Gás.
Como eleição é coisa séria, começamos pela coligação que, pela lógica, deve eleger a maior bancada. Entre os petistas e os “republicanos” de Londres Machado, a briga fratricida de Laerte Tetila e João Grandão pode acabar com os dois douradenses morrendo abraçados. Até aqui Tetila aparece como um dos mais votados em Dourados, mas big John, segundo a companheirada, vindo com tudo dos acampamentos para invadir redutos tradicionais de Tetila, como a Reserva Indígena. Para que a companheirada fique esperta, Tetila e Grandão disputam seis prováveis vagas com Grazielle Machado, Cabo Almi, Ruiter Cunha, Paulo Corrêa, Amarildo Cruz e Pedro Kemp. Como se vê, já tem gente sobrando, e isto sem incluir o “douradense” Lauro Davi.
Na sequência, no chamado grupo da morte, em que desponta Marquinhos Trad, que deve bater o recorde histórico sem sair de Campo Grande, entre os eleitos de André Puccinelli, a vereadora douradense Délia Razuk. Ela está bem posicionada numa relação de nove dos quais devem se eleger cinco ou seis, entre eles, o ivinhemense Renato Câmara, que, de olho na segunda maior prefeitura do estado já teria transferido o domicílio eleitoral para Dourados.
Briga boa também no terceiro pelotão, com quatro vagas reservadas, onde o demo Zé “do boi” Teixeira reina absoluto, devendo perder apenas para o tucano Flávio Kayatt. Disputando as outras duas, o professor Rinaldo, embalado pela popularidade da irmã Rose Modesto, candidata a vice de Reinaldo, e o decano Onevan de Matos. Além de desbancar um deles, para o tão sonhado e salvador retorno, Valdenir Machado precisa ainda chegar na frente de Ângelo Guerreiro, a versão três-lagoense de Valdecir Artuzi.
Apesar da ambiguidade de sua candidatura, oficialmente pendurada na chapa petista, mas, de coração, com Nelsinho Trad, George Takimoto é um dos que parecem ter vida mais fácil entre os douradenses. A menos que não consiga bater nas urnas Felipe Orro, Beto Pereira e Oscar Goldoni. Neste caso, melhor voltar mesmo para o consultório.
O duelo mais interessante, no grupo que deve eleger três nanicos, será entre a “cristã” Keliana Fernandes e “socialista” José Carlos Barbosa. Ambos com chances, mas todo cuidado é pouco, já que a coligação tem candidatos a reeleição como Márcio Fernandes, Lídio Lopes e Mara Caseiro, além do queridinho de Murilo Zauith, o BBB Fael Cordeiro; José Ancelmo, que não deixou o Tribunal de Contas à toa e, correndo por fora, o corumbaense não menos excêntrico Buxexa Amaral. Finalmente, para fechar a superbancada, Gerson Schaustz, que com um empurrãozinho, só, do patrão Murilo, pode também chegar lá, porque a legenda petebista acrescida dos também nanicos PSL e PRP é uma baba.
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