03/11/2014 – 16h19
O governador eleito de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), se reuniu na manhã desta segunda-feira com o governador André Puccinelli (PMDB), com quem discutiu o encaminhamento para a criação da equipe de transição de governo.
Na saída do encontro, ocorrido na Governadoria, Azambuja não quis adiantar os nomes que irão compor a equipe que irá tirar uma radiografia da estrutura governamental.
“Vamos definir quem serão as pessoas que vão compor essa equipe e quais serão os prazos para o trabalho”, afirmou Reinaldo.
O tucano disse que ainda não escolheu os nomes que devem fazer parte do próximo mandato, mas adiantou que algumas pessoas escolhidas para a equipe de transição podem permanecer no governo.
Reinaldo disse ainda que vai adotar critérios técnicos e políticos para a escolha dos nomes.
“Estamos conversando com pessoas, são técnicos que podem ajudar no governo, que vem de áreas de iniciativas privadas e que fazem parte de partidos políticos. Ninguém governa sozinho. Você tem que montar uma equipe que conheça de gestão”.
O que se sabe até agora é que pelo governo, a equipe será coordenada pela secretária de Administração Thiê Higuchi.
“Agora vamos pactuar as datas e a composição da nossa equipe. Vamos fazer o trabalho secretaria por secretaria”, comentou Azambuja, em entrevista coletiva.
Azambuja e André discutiram alguns pontos específicos durante a reunião, tais como obras dos hospitais regionais de Três Lagoas e de Dourados e também algumas rodovias que ficarão para a próxima gestão. “Mas tudo já tem previsão de orçamento”, acrescentou.
Além do diálogo com o governo estadual, na quarta-feira (5), Reinaldo vai a Brasília, onde se reunirá com a bancada federal de Mato Grosso do Sul para discutir o Orçamento da União para 2015.
No encontro convocado pelo coordenador da bancada, deputado federal Vander Loubet (PT), serão discutidas, reforça o tucano, as prioridades e formas pelas quais a bancada poderá em nível federal atender o novo governo.
Ele disse que vai trabalhar a questão orçamentária do Estado para priorizar os setores conforme a plataforma da campanha: com prioridade para a saúde, segurança pública e educação.
“Vamos priorizar aquilo que entendemos que é prioridade da população do Estado. Quanto ao orçamento, se precisarmos fazer algum remanejamento ainda há tempo hábil para isso”, completou o governado eleito.
Azambuja estabeleceu como prazo para anúncio do novo secretariado o mês de dezembro. O tucano demonstrou a intenção de manter uma boa relação institucional com os deputados, independentemente de quem for eleito presidente da Mesa Diretora da Casa.
O nome do atual líder do governo, Júnior Mochi (PMDB), é um dos que estão sendo cotados para presidir o Poder Legislativo, onde Azambuja pretende formar uma base aliada consistente.
PRIORIDADES
Azambuja disse que uma de suas maiores preocupações é o comprometimento da receita com a dívida pública.
Por causa disso, ele adiantou que terá de sacrificar investimentos em infraestrutura para garantir melhorias nas áreas de saúde e segurança pública, prioridade de seu plano de governo. “Não temos dois orçamentos”, colocou o tucano, ao justificar a medida.
Azambuja prometeu cumprir os planos de cargos e carreira acertados com o funcionalismo público. Um dos destaques é o acordo firmado com os professores, que prevê a implantação do piso nacional para a jornada de 20 horas até 2018.
Garantiu dar prosseguimento e concluir as obras dos hospitais regionais de Dourados e Três Lagoas. Outra medida será equipar os hospitais de Coxim, Nova Andradina e Ponta Porã.
Um grande abacaxi que o futuro governador terá de descascar será o aumento no repasse aos poderes, que chegará a 18,1% em 2015, conforme estabelece a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentária) e Orçamento Geral do Estado.
“Vamos planejar e descobrir em que ares que vamos economizar”, destacou o tucano, que começa a definir nesta semana a equipe de transição. Ele também pretende mexer no Orçamento e ver quais áreas poderão ter recursos remanejados. (Conjuntura Online)

