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Petistas exaltam postura de Reinaldo e pressionam André por transparência em obras

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28/11/2014 – 16h39

Ao mesmo tempo em que exaltam a postura do governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) pelo fato de o tucano ameaçar fazer uma auditoria nas obras do Aquário do Pantanal, os deputados estaduais Pedro Kemp e Amarildo Cruz, ambos do PT, pressionam o governador André Puccinelli (PMDB) por transparência no empreendimento que já consumiu R$ 155 milhões dos cofres públicos.

Kemp usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão de ontem, para lamentar o fato de o governador admitir que não irá concluir a obra emblemática.

“O governador eleito já disse que não irá colocar um tostão (para concluir a obra), acho que ele está correto. Ele declarou que, se ficar esse abacaxi, vai fazer uma auditoria. Quer dizer, falta transparência, lisura, então é lamentável deixar marcas negativas no fim do governo”, disparou Kemp, cujo discurso foi reforçado pelo deputado Osvane Ramos (PROS).

Em aparte, Osvane lembrou que inclusive sugeriu a Reinaldo a vender o Aquário do Pantanal para qualquer grupo interessado e que o dinheiro da comercialização seja investido na educação, saúde, etc, como forma de compensar o prejuízo iminente que a obra trará a Mato Grosso do Sul.

“Acho que o futuro governador foi feliz em dizer que irá fazer uma auditoria”, colaborou Osvane.

Desde que anunciou a execução da obra, André Puccinelli vem tendo dor de cabeça, isso porque, além de ser obrigado a adiar a inauguração do Aquário, prevista para outubro, está sendo alvo de investigação por supostas irregularidades no empreendimento milionário.

SUSPEITAS

O Ministério Público Estadual instaurou inquérito por suspeitas de superfaturamento no contrato com uma empresa espanhola responsável pela construção do chamado sistema de suporte a vida, na repartição do Aquário que vai abrigar os peixes.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal Correio do Estado, edição do último dia 13, no primeiro semestre deste ano, a Agesul (Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), contratou sem licitação a Fluidra Brasil Indústria e Comércio Ltda para cuidar do sistema de suporte – estruturar o ambiente que será ocupado pelos peixes.

Insatisfeita por não concorrer ao serviço, a mineira Terramare, empresa de consultoria, projetos e construção de aquários, queixou-se ao MPE, que abriu a investigação.

De acordo com o inquérito, há suspeitas de irregularidades no valor remunerado pelo serviço contratado. A Agesul teria combinado pagar R$ 6 milhões a espanhola Fluidra, no entanto, a empresa já teria embolsado R$ 25 milhões, ou seja, quatro vezes superior à soma acertada antes.(Conjuntura Online)

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