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domingo, junho 28, 2026

Unificar o partido em torno de um único projeto é o desafio do PT para 2016

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10/12/2014 – 06h50

O PT de Mato Grosso do Sul termina 2014 convencido da obrigação de não repetir erros que se repetiram em sua história, especialmente o deste ano, quando o partido praticamente atirou pela janela a chance de retomar o comando político e administrativo do Estado.

O senador Delcídio Amaral, candidato derrotado do partido na sucessão estadual, chegou a liderar com folga as pesquisas de opinião pública até metade da campanha no primeiro turno. Mas viu o principal concorrente, o tucano Reinaldo Azambuja, encostar nos seus calcanhares e ultrapassá-lo com larga dianteira no segundo turno.

E é exatamente o nome de Azambuja um dos principais itens do debate interno que o PT vem travando, desde que, quando a pré-campanha estava se iniciando, a direção nacional vetou a tentativa de Delcídio de fazer uma coligação “branca” com o tucano. A intenção de Delcídio era tirar Azambuja da disputa pelo Governo, estimulando-o a disputar o Senado e dando garantias de apoio do PT a essa solução.

Agora, no canteiro de críticas e autocríticas acumuladas, os petistas de Mato grosso do Sul procuram culpas e culpados, enquanto digere pedaços de crise, como a atitude do prefeito corumbaense Paulo Duarte de desligar-se do cargo de presidente do Diretório Regional. O partido precisará escolher um sucessor e esse processo traz complicadores que as principais lideranças, entre elas Delcídio e os deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet procuram resolver sem traumas.

Dentro de projeto amplo que visa 2016 e 2018, o que mais o PT precisa é de unidade. Por isso, seja qual for o real motivo da saída de Paulo Duarte do comando do partido, esta pode ser a chance do PT se reaproximar de si mesmo e voltar a dialogar com sua militância. O próprio senador Delcídio, no segundo turno admitiu que o partido precisava ir para as ruas.

Vale uma ressalva, quando Delcídio diz partido, deve-se entender, grupo ligado diretamente a ele, no qual estavam deputados como Biffi, que coordenou a campanha do petista no segundo turno. Visto que a campanha de deputados federais eleitos como Vander Loubet e Zeca do PT esteve focada o tempo todo nas ruas, em viagens pelo interior em visitas a militantes de todo Estado. Zeca foi o deputado federal eleito com maior número de votos, foram 160 mil.

O PT agora busca se refazer e refazer seu arco de aliança, pois é sabido que muitos dos aliados trabalharam às escuras para eleger Reinaldo. Caso do deputado estadual, que não se reelegeu, Osvane Ramos, do PROS, que enfrenta sérios problemas com partido ainda hoje por conta da traição.Ese será o grande desafio do PT, fazer o maior número de prefeitos possível em 2016 para fortalecer o partido no Estado e alcançar a tão sonhada vitória de 2018, tendo Delcídio ou outro nome que possa se fortalecer até lá, como candidato ao governo.

Heloísa Lazarini e Edson Moraes/MS Notícias

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