01/02/2015 – 11h06
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o deputado estadual Júnior Mochi (PMDB) não combinaram, mas chegaram praticamente juntos agora há pouco para a sessão de abertura do ano político na Assembleia Legislativa. Ambos afirmaram ao MS Notícias que o consenso que uniu todos os partidos para garantir chapa única na Mesa Diretora e evitar uma disputa foi demonstração de maturidade política e responsabilidade com as expectativas da população.
“Não tenho dúvida alguma que esta é uma enorme manifestação de grandeza e de visão política e institucional que os deputados estão protagonizando. E isso me reforça a certeza de que terei no Legislativo um parceiro fundamental para dialogar, para tomar as decisões de interesse público e para votar aquilo que efetivamente reflita o desejo comum que nos une, que é promover a evolução social, econômica e política do Estado”, disse Azambuja. “E essa parceria entre os poderes não implica, absolutamente, qualquer prejuízo à autonomia de cada um”, completou.
Mochi enfatizou a honra e a emoção que está em seu segundo mandato de deputado por ter sido escolhido para ser o presidente de consenso. “Temos desafios conceituais e pontuais bem delineados e a ser cumprido coletivamente, porque todos os 24 deputados farão parte dessa gestão”, asseverou. O peemedebista salientou ainda que entre as metas e preocupações principais da Mesa Diretora estão a gestão de transparência, a valorização dos servidores, a qualidade e a modernidade dos serviços, a permanente articulação com a sociedade e a aposta cada vez maior na comunicação interna e externa, por meios dos mecanismos disponíveis. “Estes itens acentuam o compromisso com a transparência”, ressaltou.
O novo presidente descartou qualquer tipo de influência entre o entendimento que o escolheu para presidir a Mesa e o processo para sua sucessão na estrutura dirigente da Casa, daqui a dois anos. “O entendimento atual fica aqui. Daqui a dois anos é oura história. O futuro a Deus pertence”, filosofou. Ele admite que sua posição à frente do Legislativo Estadual ajuda a dar mais um espaço oxigenado de revitalização para o PMDB, porém ressalva que o partido não está enfraquecido nem desestimulado após perder duas eleições importantes, a do prefeito Nelsinho Trad, de Campo Grande, em 2012, e a do governador André Puccinelli, ano passado. “Perder eleição é parte do jogo democrático. Mesmo perdendo essas disputas, ganhamos muitas outras, fizemos o maior número de deputados estaduais, temos o maior contingente de representações políticas municipais. O PMDB ainda é e continuará sendo fator decisivo”.MS Notícias

