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O retorno de Geraldo Resende ao ninho tucano

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04/02/2015 – 10h14

Falou em retorno é com ele mesmo. Ainda mais quando o avalista da proposta do que deve ser seu mais lucrativo negócio é o mesmo que garganteia pelos quatro cantos da Assembleia ter bancado a eleição de Reinaldo Azambuja. É isto mesmo que vocês estão pensando! O uragânico Geraldo Resende pode deixar o PMDB de seu antigo patrão André Puccinelli para alçar voo de retorno, ops!, ao ninho tucano. Tudo avalizado, claro, pelo deputado Zé Teixeira, no que seria a primeira grande barganha do balcão de negócios em que deve se transformar a Casa Civil na gestão do preposto censor Sérgio de Paula. As bases da transação incluem a garantiria de apoio do chefe Reinaldo Azambuja ao sempre oportunista parlamentar (ainda) peemedebista à prefeitura de Dourados.

Por mais mirabolante que possa parecer, o pacote incluiria a candidatura de Délia Razuk (vereadora e candidata a deputada estadual mais votada nas últimas eleições), que continuaria no PMDB, como candidata, mais uma vez (ela já disputou como companheira de chapa de Antônio Nogueira e de George Takimoto), a vice-prefeita. Além disso, a distribuição de secretarias, como a de Obras, que retomaria suas funções (esvaziadas por Murilo Zauith), com algum aliado de Zé Teixeira, cujo partido, o Democratas, teria direito a pelo menos mais duas pastas e ao lançamento de um chapão para eleger de quatro a seis vereadores.

Interessante é que o vazamento de mais esta transação do sempre negociável Geraldo Resende em sua obsessiva determinação de jamais se desgrudar de quem está no poder vem na contramão de tudo o que ele mesmo afirma hoje na imprensa local a respeito de prazos para a definição de um nome peemedebista para disputar a prefeitura. Despiste? Pode ser. Vindo de quem começou na política pelo velho “manda brasa”, virando tucano depois da primeira derrota para vereador, “convertendo-se” ao socialismo de Roberto Freire e Ciro Gomes para virar deputado estadual no palanque do PT, mas com uma providencial ajuda financeira de André Puccinelli; depois virando secretário de Saúde de Zeca do PT, e desvirando, para o retorno federal ao PMDB, nenhuma surpresa que agora mande às favas a fidelidade partidária para este triunfal retorno ao ninho tucano.

Como Zé Teixeira entende tanto de amarração política quanto o blogueiro de invernada, tanto que acaba de entregar de mão-beijada a presidência da Assembleia, pode ser que o pragmatismo de Resende não seja suficiente para a concretização do negócio. Até porque, para tudo dar certo é preciso combinar com o atual ocupante da tão cobiçada cadeira. Segundo a mesma fonte, o papel de Zauith nessa história seria o mesmo de Pôncio Pilatos diante de Cristo no madeiro. Aí, além de Marçal Filho, vivinho da silva com sua Keliana (a terceira mais votada para estadual), tem o PT de Tetila, o segundo mais votado para estadual, e o PT de Delcídio do Amaral, que deve retribuir o apoio de última hora de Adão Parizotto na eleição de governador. Pois é. E tem o pedetista Adão Parizotto, picado pela mosca azul, sob a sempre sábia orientação de João Leite Schimidt e de olho nos mesmos privilégios de seu Zé Teixeira e seus agregados da Campina Verde nos retornos do também cobiçado selo (digital) azul. É aí que o bicho pega.

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Resende, tucano desde criancinha, e Azambuja, seu novo patrão

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