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Geraldo Resende atravessou o samba da sucessão

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18/02/2015 – 08h56

Quando o sempre atento Racib Harb compartilhou no Facebook a foto do ainda peemedebista Geraldo Resende recebendo a visita da cristã Keliana Fernandes, em pleno sábado de carnaval, minha reação foi de incredulidade. A mesma incredulidade que tive nos Alpes austríacos quando, pelo mesmo Facebook, tomei conhecimento da história – pra lá de mal contada e que ainda deve dar muito pano pra manga – do benefício usurpado pelo deputado para se valer do sistema de cotas para seu retorno a uma Universidade Federal.

Como escreveu Racib, “realmente uma foto que é digna de entrar para os anais da política douradense”. A foto, que ilustra este post, por si só, diz tudo. É uma daquelas imagens que valem mais que mil palavras. Uma pena que Geraldo Resende, sempre movido a faniquitos, não tenha tido paciência para revelar sua grande conquista nesta quarta-feira de cinzas. Repito aqui o que escrevi lá no Facebook: isto não vai dar certo; atentem para o semblante da moça, ex-radialista, ex-companheira de Marçal Filho, seu ex-colega na bancada dos retornos.

Supondo que Marçal Filho tivesse se apegado aos primórdios do judaísmo, quando o patriarca Abraão entregou sua Sara de mão-beijada ao Faraó para poder entrar incólume no Egito, dei um “alô você” para um assessor do radialista famoso, ao que ele foi curto e grosso em sua bronca: “Isso é a cara do Geraldo, quem o conhece sabe que ele passa em cima da mãe com seu rolo compressor para atingir seus objetivos”. Precisa dizer mais?

A pisada nos tomates foi tão desastrosa que o próprio Geraldo, num inédito surto de humildade, acabou fazendo uma mea-culpa, retirando do ar logo em seguida, em seu perfil no Facebook, a foto dele e de Keliana com cara de poucos amigos. Como diria alguém com alguns anos a mais de janela: “não contente com a titica, acabou sentando em cima”.

Depois dessa, talvez não sendo mais o caso de dizer que para a estupefação, mas para o alívio, talvez, de peemedebistas e afins, nem sendo também o caso de perguntar como um sujeito que diz querer ser prefeito de Dourados pode se meter em tanta trapalhada. Mas ele insiste: “vamos vencer a barreira da falta de diálogo entre nós e trabalharmos unidos, ouvindo todos nossos (sic) representantes”.

Se eu fosse Marçal Filho, retribuiria o golpe abaixo da cintura abrindo o programa radiofônico de hoje mandando um abraço ao “mui amigo” Geraldo Resende, com Paulinho da Viola no prato: “meu camarada/minha fantasia está desbotando/meu sapato de prata se acabando (…) tem muito malandro se arrumando/E pra você e pra mim, foi desilusão/Com a dívida crescendo, sem saber como pagar/Nego já sambou de todo o jeito/E com certeza muita gente se cansou/Seu diretor, tenho direito de reclamar porque o samba atravessou”.

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Keliana Fernandes, ex-de Marçal Filho, com Geraldo Resende

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