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domingo, junho 28, 2026

A cachorrada do Congresso e o retorno de Antônio João

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19/03/2015 – 09h17

Se arrependimento matasse não haveria blog hoje, nenhuma rapidinha, sequer. É que há tempos venho empurrando com a barriga o convite de alguns amigos e parlamentares para meu retorno, ops!, aos corredores do Congresso Nacional. Como gostaria de estar lá ontem, bem pertinho, de ladinho, mesmo, de suas excelências, com o livre acesso que a condição de jornalista credenciado permite para transitar entre suas excelências, e, assim, prestar bem a atenção no semblante de alguns de nossos mais chegados diante da explosiva fala do até ali ministro da Educação do (des)governo Lula/Dilma, o pra lá de temperamental Cid Gomes.

Cachorrada

Há tempos venho discutindo com a companheira Anita a diferença entre cachorrada e ambrosia, depois do pudim e do doce de figo com creme de leite, a melhor sobremesa. Mas nenhuma dúvida quanto ao substantivo feminino que define cachorrada como um bando de cachorros.

Eis a questão

Diante desta filosófica definição, não importa se são realmente quatrocentos ou trezentos achacadores no plenário da Câmara dos Deputados, como confirmou ontem Cid Gomes. Talvez trezentos apenas, como já havia afirmado Lula da Silva. Até aí tudo bem, mas dai a serem confundidos com uma ambrosia, ou uma cachorrada… Afinal (“larguem o osso, deixem o governo”, disse ele aos deputados da base aliada que se comportam como oportunistas opositores) qual o animal chegado num osso?

Vira-latas

Não bastasse a carapuça colocada na hora ao som de um estridente uivo, ops, de uma vaia estrondosa, deve ter pesado o complexo de vira-latas daqueles useiros e vezeiros em trocar de partido (nada de achaque, apenas uma graninha a mais para se eleger mais fácil por uma dessas siglas de aluguel) como quem troca de camisa.

Sem retorno

Menos mal para uns e outros que em vez de retorno (o Cid Gomes, lá no longínquo Ceará, não deve conhecer este blog) a palavra amaldiçoada de ontem foi só achaque.

Papagaio de Pirata

Talvez por isso, porque Cid Gomes bateu só na tecla do achaque, um deputado da bancada dos retornos e, também, dos que deveriam estar com complexo de vira-latas,se posicionava toda hora por detrás dele, na Tribuna. Nessas horas de pique de audiência da TV Câmara, com repiques garantidos nos grandes telejornais, a papagaiada de pirata fica toda alvoroçada.

Gaúcho macho

Um cearense arretado na tribuna, um gaúcho macho na plateia. Foi Cid Gomes confirmar a existência dos quatrocentos ou trezentos achacadores e o novato Carlos Marum (PMDB-MS) pegou o microfone, que não estava disponível para apartes, e puxou um coro de vaias na linha do “respeite esta Casa!”. Menos mal para grandalhão afilhado de André Puccinelli, que finalmente conseguiu aparecer como deputado e não como segurança, confundido por sua tentativa de apartar uma briga entre colegas da instalação da CPI da Petrobras.

Toninho Ternurinha

Por muitos tido como o “Toninho malvadeza do MS” (uma referência ao temido baiano ACM), o jornalista Antônio João Hugo Rodrigues, reapareceu ontem na telinha da TV. Como presidente do PSD no Estado, todo sorridente, disse que já estava com saudade (da campanha eleitoral em que apareceu pedindo votos como senador na chapa do Azambuja) e pediu a ajuda da população para acabar com a ladroagem que assola o País.

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