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Tribunal de Contas pode ajudar a desvendar o mensalão da Assembleia, a covardia de Valdenir e o retorno uragânico

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08/04/2015 – 05h14

Ao leitor mais esclarecido pode soar como piada de mau gosto a informação do título deste post, já que os membros do “colendo” Tribunal de Justiça – ali do ladinho e a quem caberia este papel – fizeram como o governador Pôncio Pilatos diante do Cristo no madeiro ao ter em mãos o processo do maior escândalo de corrupção da história do Mato Grosso do Sul – o mensalão pago pela Assembleia a deputados e seus vizinhos. Embora não sendo de sua alçada, a Corte de fiscalização das contas de Estado e municípios tem entre seus juízes ilustres representantes do povo que, como ex-deputados, podem colaborar, e muito, para desvendar o mistério da mutretagem com o dinheiro público denunciada no auge da Uragano por Ary Rigo, que assinava com Londres Machado os hoje tão temidos cheques como o que aqui mostrado, de pagamentos “por fora” a parlamentares.

Pau-de-arara

Nem seria o caso de apertar muito Jerson Domingos, o presidente que antecedeu Jr. Mochi na presidência da Assembleia e o último dos contemplados com uma cadeira vitalícia para poder sustentar a família, tadinho. Mas seria interessante que o STJ, onde o processo dormita, arrolasse como testemunha o ex-deputado e atual presidente do Tribunal de Contas, Waldir Neves. Pelo peso do cargo que ocupa, sua contribuição seria de grande valia. Como foi deputado nos áureos tempos em que os cheques mensaleiros jorravam nas contas dos deputados, certamente que o então espevitado Waldirzinho teria muito a falar. É só puxar pela memória dele.

Folgados

Aos que, como o Valdenir Machado, estão questionando a autenticidade dos cheques e aos que, boquiabertos, custam a acreditar que a Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul pagava mensalão com cheque nominal, vale lembrar que a coisa corria tão frouxa que havia deputado que nem se dava ao trabalho de sacar o dinheiro, pedindo a colegas ou a funcionários para depositar em suas contas. Quer dizer, batom na cueca. Como diz o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, só follow the money e crau!

Heresia

São tantas as histórias do mensalão da Assembleia que podem até render um livro, paralelo aos que certamente sairão abordando a Uragano e suas consequências para a política estadual. Como a da tabelinha – R$ 40, 60 e até 80 mil – classificando os deputados, do baixo clero ao cardinalato; do deputado que subiu tão rapidamente nesta escala que foi despachado de volta a uma prefeitura do interior e do estrelado petista que recusou – heroica e bravamente! – as ofertas, mas só por três meses, rendendo-se à tentação da pacoteira.

Ghost writer

O ex-deputado e futuro “governador” regional Valdenir Machado vai pagar caro por seu analfabetismo cibernético. E, pior, por sua covardia. Depois de, com o fígado (coisa de gente desequilibrada), no mais baixo nível, desancar o blogueiro que denunciou sua condição de mensaleiro, retirou o texto do Facebook. Tarde demais. Até porque, como bom cartorário, deve saber o peso de uma escritura pública num processo criminal.

Déjà vu

O colega escrevinhador J C Torraca elucubrando sobre uma estranha engenharia política de caciques da política estadual para a sucessão do prefeito Murilo Zauith, dessas que se fazem entre quatro paredes, sem consultar o tal do povão. Será que esse povo de Campo Grande não aprende? Da última vez que insistiram com isso transformaram Valdecir Artuzi em fenômeno eleitoral, e deu no que deu!

Voz do além

A propósito, depois de um longo bate papo no último final de semana com o decano George Takimoto, expressiva liderança política da Cabeceira Alegre, o empresário ruralista Adão Parizotto avisou: “me chama que eu vou” (para a briga da sucessão municipal). E olha Parizotto nem vai precisar usar o outro bordão de Valdecir, o “ajuda eu”.

Retorno 360 graus

Depois do vendaval uragânico de Dourados pipocaram escândalos em Ponta Porã, de lá, seguindo a Sul-Fronteira, em Naviraí; depois em Glória de Dourados, Deodápolis e Douradina. A próxima parada da turma do Gaeco deve ser em Itaporã. Quer dizer, retorno à Pedra Bonita, para uma conversinha, agora, com o prefeito Wallas, sucessor de Marcos Pacco, já todo encrencado com a justiça. Será que haverá retorno ao ponto de partida?

Desencantou

Finalmente saiu, ontem, a tão propalada nomeação do ex-todo-poderoso Walter Carneiro Jr., homem da mais estrita confiança do prefeito Murilo Zauith, para o governo Azambuja. Waltinho vai ser assessor do assessor do Chefe da Casa Civil. Ou seja sub-treco do vice-troço.

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Conselheiro-presidente Waldir Neves

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