04/05/2015 – 08h52
A alegação do novo diretor do Sistema Penitenciário do Estado Ailton Stropa para toda a pompa e circunstância que marca o início da operacionalização do novo presídio semiaberto de Dourados na manhã desta segunda feira é de que o grande anseio da sociedade para a retirada do estabelecimento penal do centro da cidade justifica a cerimônia. Além disso, a primeira grande oportunidade do evangélico juiz aposentado de aproveitar a chance dada por Reinaldo Azambuja para se apresentar, e se cacifar, entre os demos, como “forte” candidato governista a prefeito de Dourados.
Eis-me aqui
Procurador jurídico da Câmara Municipal no conturbado período uragânico, depois candidato a vereador e a deputado federal, Stropa vislumbra a possibilidade de ser prefeito não apenas por meter medo, por seu porte avantajado, na bandidagem encarcerada. É que nem bem iniciou seu trabalho como carcereiro-chefe e já ponteia uma enquete no Douradosnews. Tudo bem que é uma enquete em que o único prefeitável de verdade, listado, é o pedetista Adão Parizotto, mas ele entende que serve de parâmetro. Vai que impressiona o chefe Reinaldo Azambuja.
Prefeito, quem?
Na enquete até o fechamento desta coluna liderada por Ailton Stropa o segundo colocado é o vereador pessedista Marcelo Mourão e o terceiro o vice-prefeito peemedebista e homem de confiança de André Puccinelli em Dourados, Odilon Azambuja. Outros ilustres citados, o peemedebista presidente da Acid e sempre de stand by Antônio Nogueira e o deputado pedetista patrono da candidatura Parizotto, George Takimoto, além dos vereadores, Alan Guedes (demo que é a menina dos olhos de Zé Teixeira), o petista Elias Ishi, o cristão Sérgio Nogueira e a sempre polêmica progressista Virgínia Magrini.
Os excluídos
Interessante essas enquetes. Délia Razuk, Keliana Fernandes e Laerte Tetila, pela ordem os três mais votados nas últimas eleições para deputado estadual não pontuam. Sequer aparecem. Com o detalhe de que a vereadora, ainda peemedebista, antecessora de Murilo Zauith na prefeitura, é candidatíssima, mesmo que tenha que deixar o partido; Keliana foi quem serviu de sparing para Zauith na eleição passada e Tetila, o único prefeito reeleito até agora, desempregado, não tem nada a perder e, se não for para a briga, a eleição passa, necessariamente, por ele.
Sem retorno
E Geraldo Resende, será que não pagou este mês o site que faz a enquete? O deputado e presidente peemedebista local costura um amplo acordo, desde, claro, que o candidato a prefeito de “consenso” seja ele.
Brimo
Enquanto Geraldo Resende, seguindo a lição do ex-chefe André Puccinelli, passa sebo de grilo nas canelas de seu cavalo paraguaio outro peso pesado, também ignorado na enquete, começa a preparar seu cardápio de campanha sem contrariar as normas da justiça eleitoral. Até porque, é um dos mais cricris quando o assunto é austeridade no trato da coisa pública. O robusto enfermeiro Racib Harb pretende aproveitar as sobras de quibes (crus, inclusive), tabules, homus e coalhada seca do restaurante de papai Afif para abastecer sua matula. Isto claro, se conseguir convencer Barbosinha, no intramuros do PSB, agora fundindo com o PPS, de que lugar de deputado é na Assembleia Legislativa.
Love, só love
O que a fábula do porco-espinho tem a ver com a sucessão municipal? Nada e tudo; tudo e nada! Por via das dúvidas, o ex-deputado Marçal Filho, agora apenas mais um radialista ao relento e dependendo, mais do que nunca, dos retornos das sacolinhas de Murilo Zauith e de Reinaldo Azambuja, aumentou o volume de seu “alô você” na esperança de que algum ouvinte dê notícias de seu velho cobertor de orelhas.
Amigos da onça
O panorama político no Senado, segundo o colunista Ilmar Franco, depois da nomeação de Delcídio do Amaral para a liderança do governo é o seguinte: Pemedebistas argumentam que o petista do MS não conhece o regimento interno da Casa, que sua agenda semanal é curta, para a função que exige um pé de boi para trabalhar e humildade para ouvir os colegas. Mesmo assim há que defenda Delcídio, dizendo que é injusto descrevê-lo apenas como um bom vivant.
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