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domingo, junho 28, 2026

André quer fincar um poste em Dourados para sustentar seu retorno ao Parque dos Poderes

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06/05/2015 – 09h15

Depois de fazer das tripas coração para eleger seu então vice-governador Murilo Zauith prefeito de Dourados, dentro de sua estratégia de isolar o douradense de projetos maiores, como o de sua própria sucessão e a ocupação da cadeira que reservara a Simone Tebet no Senado, André Puccinelli está de volta à terra de seu Marcelino. Agora, para fincar um poste que dê sustentação ao linhão com o qual pretende alumiar seu caminho de retorno ao Parque dos Poderes em 2018. E olha que segundo seu sempre secretário de obras Edson Girotto, como médico metido a engenheiro tocador de obras, ninguém mais que Puccinelli entende de postes, ou de tocos.

Embora o assunto seja retorno (e até por se tratar de postes, ou de tocos, como gostava de dizer João Totó Câmara depois de jogar Theotônio de Almeida no caminho de Jorge Antônio Salomão rumo ao velho Casarão da João Rosa Góes) não é de Geraldo Resende que estamos falando. O deputado federal peemedebista que sonha ser prefeito perdeu a primazia entre os andrezistas por seu faniquito de ser sempre o primeiro a se bandear para o lado de quem é ou está para ser governo, aderindo, já no segundo turno das eleições passadas para o ninho tucano de Reinaldo Azambuja. Nem de Marçal Filho, vivendo seus dias de porco-espinho, ou de Délia Razuk, do alto da condição de mais votada nas últimas para Assembleia longe desse negócio de poste, ou de toco, por isso e por se considerar traída por Puccinelli de malas prontas para um partido nanico qualquer para enfrentar quem der e vier.

O poste, ou o toco, no caso douradense, deve sair dos escombros do que restou da construção do novo prédio da Sanesul, obra inaugurada por Puccinelli no apagar das luzes de seu governo, nos altos da Presidente Vargas. Como o assunto é poste, ou toco, embora trabalhe para ser o ungido, exclui-se José Carlos Barbosa, certificado pelo ISO 2014 e como tal credenciado a uma vaga na Assembleia Legislativa, onde vem se revelando uma das mais gratas surpresas dos últimos tempos, isto depois de aprovado com louvor em seu primeiro teste nas urnas, aos 23 anos, para a prefeitura do ex-distrito douradense de Angélica e retornado a Dourados onde construiu sólida carreira advocatícia.

Pelas contas do radialista e marqueteiro político Luiz Rogério de Sá, em que pese sua incômoda condição de padecente, com os movimentos pra lá de comprometidos, em cima de uma cama, mas sem perder a fleuma e a ímpar capacidade de análise, são pelo menos cinco os nomes que se encaixam na condição de poste, ou de toco, dos quais André Puccinelli pode lançar mão. Como Adão Parizotto, o primeiro dos postes por ele lampinado, não tem nada a ver com a Sanesul, sobram três; como o engenheiro Chico D’Água, além da marca de Braz Melo na testa já está comprometido com o próprio Parizotto e seu sucessor na Sanesul, Paulo Torraca, vetado por ser irmão de Jorge Hamilton, o Torraquinha famoso por denunciar toda a caterva no processo da Uragano, chega-se a Odilon Azambuja, o peemedebista histórico, homem da mais alta confiança de André em Dourados, como tal, firme, sempre. Um super poste, pois – ou toco, que seja, mas de aroeira, da mais boa cepa.

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Puccinelli e Azambuja

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