14/05/2015 – 15h32
Por iniciativa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que decidiu na manhã de hoje retirar de pauta da Assembleia Legislativa um projeto contestado pelas entidades representativas dos servidores publicos, o cenário de diálogo e de perspectiva de entendimento entre o Governo e as diversas categorias continua preservado. A mobilização maciça e nervosa da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação), que pôs hoje mais de mil professores e administrativos do Grupo Magistério para ocupar pacificamente o Palácio Guaicurus, sede do Poder Legislativo, não sofreu qualquer repressão dos Governo e não arranhou a disposição manifestada por Azambuja e seus porta-vozes de insistir na busca de um consenso que contemple os interesses, em princípio, confrontados.
O projeto de lei 48/2015, do Executivo, na ótica das organizações sindicais colide com algumas reivindicações e conquistas básicas dos trabalhadores. No entanto, para o governo, a segurança e o equilibrio das relações trabalhistas , com a manutenção de seus direitos e ao mesmo tempo sem abalar a saúde das finançs publicas, impõe medidas capazes de alcançar esse equil?brio.
“O governdor, acima de tudo, é um democrata. Ele respeita as opiniões e estimula o livre debate. Nesse momento, ele procura equilibrar interesses que, num primeiro momento, estão em conflito, mas que, no fundo, são comuns a um governante que pensa no Estado como um todo, que tem compromissos publicos bem definidos e assumidos com a sociedade. Longe dele e de todo seu governo ferir dieitos dos trabalhadores. Ao contrário, o que ele quer é ampliar esses direitos, é valorizar o trabalho de cada um, e para isso torna-se necessário criar as condições”, ponderou agora há pouco uma fonte do Governo próxima a Reinaldo Azambuja.
O deputado Onevan de Matos (PSDB) foi quem comunicou ao plenário o pedido de Azambuja para retirar de pauta o polêmico projeto, atitude elogiada até pelos oposicionistas mais críticos, como o deputado estadual petista Pedro Kemp. Ao salientar a sensibilidade democrático do governador, Kemp destacou que a retirada da matéria ocorreu “a tempo, num momento oportuno”, sugerindo ser este um incentivo para aprofundar o diálogo.
Um dos itens polêmicos da proposta do Executivo é a mudança no processo de escolha dos diretores das escolas. A intenção apontada no texto era a de impedir que funcionários administativos fossem designados para fazer parte das direções escolares. Outro impasse que precisa ser resolvido é sobre o valor do reajuste, fixado em 10,8% de comum acordo entre o Governo e a Fetems no ano passado, na gestão de André Puccinelli.
AGORA – Enquanto professores e administrativos da Educação tomam conta das áreas interna e externa do Palácio Guaicurus, com palavrs-de-ordem e adesão de outras entidades do funcionalismo publico, o presidente da Fetems, Roberto Botarelli, ajusta com lideranças do movimento os pontos prioritários que vai abordar logo mais, quando ocupará a tribuna do Plenário Júlio Maia para falar sobre as reivindicações da categoria e o cenário de diálogo com o Executivo.(Edson Moraes/MS Notícias)

