02/06/2015 – 10h38
Em que pese a candura das declarações – “… estou muito grato pela oportunidade de conhecer mais de perto o atual secretário executivo do Ministério dos Transportes, Edson Giroto” – de Zeca do PT, não deixa de ser preocupante esta repentina e perigosa paixonite do ex-governador petista pelo preposto de seu arquirrival peemedebista André Pucinelli. Some-se a isto, além do fato de ser o Ministério dos Transportes um dos mais visados pela turma dos retornos federais a intimidade da qual Zeca tanto se orgulha com Lula, como dito ontem no Blog, por enquanto apenas o maior tagarela da política brasileira, mas caminhando a passos largos para passar à história também como o maior corrupto entre os presidentes da República.
Barbas de molho
Aliás, no que depender do amigo e companheiro de biritas Lula da Silva, antes de pensar em disputar a prefeitura de Campo Grande Zeca deveria ter mais cautela em declarações como essa aí, na tentativa de cooptar aliados como Edson Giroto e que possam suscitar um mínimo de desconfiança. Quem entende do riscado acha que a quebra do sigilo bancário (do BNDES) do grupo JBS, do açougueiro de Anápolis que começou abatendo cinco cabeças de gado por dia e hoje ganhou o mundo pode ser a ponta do iceberg que pode afundar o Titanic de Lula.
Carcamano
Cá entre nós, como explicar uma aliança entre André Puccinelli e Zeca do PT depois de tantos xingamentos em público entre as partes? De petistas, principalmente, cujos adjetivos mais simplórios pelos quais gostam de se referir ao adversário pemedebista são os que remetem à sua nacionalidade italiana? E os petistas que andaram levando sopapos do peemedebista ou os que tiveram os pneus de seus carros por ele esvaziados?
Latinha digital
Falando em companheiros de biritas de Zeca do PT, o ex-prefeito Zé Elias Moreira está nos preparativos finais para a reinauguração de sua rádio Caiuás, agora digital. Já confirmados para este triunfal retorno, nomes consagrados do radialismo douradense, como Antônio Neres, Antônio Coca, Ezequiel Gonzales e Sidney Corrêa. Até o antológico Negão da Arapuca está na lista. Claro, para mandar abraços e mais abraços “para uns pessoal” que deverão (e agora, deverão ou deverá?) estar de ouvido colado no radinho de pilha.
Ghost
A bem da verdade o lendário Ulysses Guimarães não deve estar dando cambalhotas na sepultura pelos entendimentos entre seu PMDB com o PT como escrevi ontem. Não que não deva estar frustrado ou tiririca da vida com tanta negociata envolvendo a sigla que fez história sob seu comando, mas, simplesmente porque, como teimoso que era, recusou-se a entrar numa sepultura, como bem lembra o peemedebista Valter Castro, preferindo as profundezas do mar para o mergulho final. Se é que mergulhou. Pelo tanto que está sendo provocado não é de duvidar que reapareça numa ilha deserta e para dar um chega pra lá nos Renans da vida, que insistem em manchar a história de seu “pêêmdêbê”, como ele dizia.
Efeito Azambuja
Como não tem barbas para pôr de molho, que fique esperto Marquinhos Trad, pelo jeito o que sobrou do espólio político de Nelson Trad. Nome mais forte do PMDB para a prefeitura da capital, o rebelde deputado estadual pode até vir a ter o apoio do cacique André Puccinelli, que insiste para que ele continue no partido. Mas o mesmo apoio de que foi vítima o brother Nelsinho, na disputa para o governo do Estado. Por essas e outras, e, de tanto ouvir falar em Marun, que tomou a vaga do irmão Fábio, na Câmara, e na ex-cunhada Antonieta é que o caçulinha dos Trad espera só abrir uma janela legal para pular fora.
Esperando Godot
Não bastasse o fato de Delcídio do Amaral não ter tido competência para ganhar o governo do Estado, com o que sua amada Zonir ficaria a um passo, apenas, do tão sonhado salão azul do Congresso Nacional, Laerte Tetila, desempregado, vive a angustiante expectativa de ser nomeado delegado do Ministério do Desenvolvimento Agrário no MS, porque a decisão, antes da canetada de Dilma Rousseff, passa pelo crivo do líder do governo no Senado. Sem contar que o ex-delegado João Grandão, não satisfeito em tomar sua cadeira na Assembleia Legislativa, insiste em manter no cargo um cupincha de Ivinhema.
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