18.7 C
Dourados
sábado, junho 27, 2026

Baixo índice de aprovação de Dilma tende a minar bases eleitorais do PT em 2016

- Publicidade -

11/06/2015 – 06h47

O baixo índice de popularidade da presidente Dilma Rousseff pode refletir negativamente nas bases eleitorais do PT em Mato Grosso do Sul, onde o partido se articula para eleger prefeitos e vereadores em 2016 visando se fortalecer na tentativa de retomar o governo do Estado dois anos depois.

O índice ‘ótimo e bom’ do governo petista é de apenas 8%, conforme pesquisa recente que o Palácio do Planalto teve acesso, segundo reportagem publicada na edição de terça-feira do Portal G1.

Os números são assustadores e preocupam as principais lideranças do partido justamente em um ano pré-eleitoral.

Com as manifestações e com a popularidade baixa, a presidente pretende recuperar as bases sociais do PT. No primeiro mandato, Dilma visitou assentamentos de sem-terra apenas 2 vezes. A ideia agora é redobrar a atenção.

Para analistas, desde que Dilma foi reeleita, o governo dela tornou-se uma usina de más notícias, incluindo ministério que não opera como deveria, subida dos juros, aumento da gasolina, curto-circuito na conta de luz, aperto no seguro-desemprego, arrocho no auxílio-doença, torniquete nas pensões, economia estagnada, inflação rumo aos 8%, além da deterioração das estatísticas do emprego.

De acordo com o jornalista Josias de Souza (Blog do Josias, do Portal UOL Notícias) o desprestígio de Dilma é grande também entre os seus eleitores. Segundo o Ibope, o índice de aprovação da presidente entre os brasileiros que a reelegeram despencou de 63% para 22%.

Além de não dispor de boas notícias, Dilma é assediada pelo barulho que vem das ruas.

Em Mato Grosso do Sul, o PT trabalha para lançar candidatos a prefeito em vários municípios, principalmente nos estratégicos como Campo Grande, Dourados e Corumbá, além de manter as 14 prefeituras que conquistou em 2012.

O deputado federal Zeca do PT e o deputado estadual Pedro Kemp brigam pela indicação na Capital, onde o partido deseja ir para o confronto com o PMDB do ex-governador André Puccinelli, com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja, além do PR do ex-deputado estadual Londres Machado.

Há dias, Zeca manifestou o desejo de concorrer à sucessão do prefeito Gilmar Olarte (PP), mas avisou que isso só será possível se houver consenso dentro do partido, inclusive apoio de Delcídio.

No entanto, o eventual interesse de Kemp pode mudar o rumo da prosa. Embora reticente quanto a sua participação, o deputado garante que esse assunto ainda não está sendo debatido em âmbito partidário.

Ele também aponta outras opções nos quadros da legenda, como o do deputado estadual Amarildo Cruz e de Ricardo Ayache (PT), candidato ao Senado derrotado na chapa de Delcídio do Amaral em 2014.

Ocorre que o PT coleciona frustrações desde que perdeu as eleições para o governo do Estado no ano passado, quando Delcídio foi derrotado no segundo turno das eleições para Reinaldo Azambuja.

Antes disso, porém, o grupo político perdeu o comando do Parque dos Poderes, onde Zeca do PT reinou por oito anos consecutivos, mas não conseguiu manter a hegemonia no Estado, entregando o governo em 2006 para André Puccinelli (reeleito quatro anos depois), seu principal adversário político.(Willans Araújo)

Baixo índice de aprovação de Dilma tende a minar bases eleitorais do PT em 2016

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Últimas Notícias

Últimas Notícias

- Publicidade-