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A falta que faz um senador, mas quem?

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17/06/2015 – 14h23

Murilo, claro! Pensei em dar esta resposta ontem a Antônio Franco da Rocha, um dos milhares de amigos do Facebook que repercutiram o texto aqui postado sobre da necessidade de um senador para a Grande Dourados. E a que ponto Dourados chegou. Gerente de banco aposentado, pecuarista, advogado dos mais conceituados, além de cunhado de ninguém mais ninguém menos que João Totó da Câmara, o advogado Rochinha não se arrisca a apontar um nome para disputar o Senado.

O nome de Murilo Zauith não me veio assim de supetão, como soer acontecer com a maioria das pessoas de bem, em que pese alguns assessores que insistem em ciscar para fora e que ele teima em manter nos cargos, sem contar os encostos dos quais conseguiu se livrar mas que ameaçam dar trabalho desde que o ex-chefe volte a precisar deles. Nenhuma dúvida de que se fizermos uma pesquisa séria hoje perguntando qual o melhor nome para o cargo ele ganha de estirão. Além do mais, caminhando, já, para ser prefeito cuê, Zauith não vai querer ficar parado na política a partir de janeiro de 2017. E assim sendo, a melhor coisa que pode – e deve – fazer é dar mais uma tentada para o Senado. Não apenas por uma questão de deleite, de vaidade, mas por ser um imperativo da política regional, sob pena de sucumbir ele e toda a geração pós-Valdecir.

E, aí, voltando ao eixo da questão que suscitou o post de ontem, senão para que Dourados venha a ser incluída na tão decantada rota bioceânica (mais uma miragem do governo petista em busca de uma luz no fim do túnel da corrupção) para lutar com unhas e dentes na tentativa de evitar que a região se consolide em outra rota, como bem lembrou Joel Narciso, outro amigo do facebookeano – a rota do tráfico internacional de drogas. Não custando lembrar que antes da Uragano, quando ficou nacionalmente conhecida pelos retornos de acesso na mão grande aos cofres públicos, tentaram impingir a Dourados a pecha de capital do inferno. Neste caso, que se diga, muito mais pelos métodos pouco ortodoxos do coronel Adib Massad em tentar pôr fim à bandidagem do que por qualquer estatística que justificasse o incômodo epíteto.

Murilo, claro! Antes que apareça outro Valdecir Artuzi. Ah, mas 2018 tem a reeleição de Valdemir Moka e de Delcídio do Amaral. Além disso, André Puccinelli pode cismar de querer fazer companhia à sua queridinha Simone Tebet também no salão azul do Congresso e, claro, Zeca do PT, que cansou de dizer que não gostava de Brasília, se continuar por lá vai querer também uma promoçãozinha. Num cenário um pouco melhor, que dois desses potenciais candidatos disputem o governo do Estado, já melhora a coisa. Mas, cá, entre nós, se Murilo, com todo o potencial que tem, com o respaldo da Grande Dourados, não encarar o bela-vistense Moka e o corumbaense Delcídio, desgastados por tudo que aí está, seria o caso de concordar com Rochinha: mas quem? O Joãozinho, engraxate da Pedra, garante que se não aparecer ninguém ele encara.

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O prefeito Murilo Zauit, com pinta de senador

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