02/07/2015 – 15h41
Quando chegou, ontem, o direito de resposta de Valdenir Machado, achei, sinceramente, que ele havia se dado por satisfeito, colocando uma pedra em cima de assunto tão incômodo, depois dos puxões de orelhas que certamente por isso andou levando. Tanto que cheguei a comentar com meu advogado que o ex-deputado nem precisaria ter recorrido à justiça por tão pouca coisa; bastava ter mandado uma correspondência direta ao Blog, no que seria prontamente atendido, após a publicação do texto em que critiquei o governador Reinaldo Azambuja pelo deboche com Dourados ao nomear um mensaleiro da Assembleia para uma sinecura regional que os integrantes da famosa “república do Panambi” entendiam ser a extensão do gabinete governo do Estado.
No direito de resposta Valdenir se limitou a lamentar não ter sido ouvido quando da publicação do cheque denunciando sua condição de mensaleiro, como se não soubesse da linha editorial de “jornalismo de opinião” adotada por este Blog, que desobriga ao cumprimento do requisito que é um imperativo do bom jornalismo informativo, sempre tendo de ouvir os dois lados. E, com realce em vermelho para “alertar” a diferença tipográfica da máquina que preencheu o cheque, tentando eximir-se de culpa, como se essa fosse a prova que precisasse para desqualificar a denúncia.
Até aí tudo bem. Mas assim que tomou conhecimento da publicação de seu direito de resposta, Valdenir Machado voltou à Facebook para extrapolar toda a sua frustração por não ter conseguido censurar o blog. Quando estourou o escândalo de seu envolvimento com o mensalão da Assembleia, foi na mesmo Facebook que o Valdenir tachou o jornalista até ali por ele tido como um dos melhores profissionais do estado de “picareta babaca”, pelo que está sendo processado. Agora, muito provavelmente instruído pelo mesmo ghost writer ele faz pior, pois que se antecipa ao veredito de um processo que sequer começou a caminhar, para dizer que o direito de resposta restabelece a verdade em matéria em que ele foi “injustamente atacado”. Ora, bolas, esta é a “verdade” do acusado. Não coloquemos os carros adiante dos bois.
Interessante essa turma dos retornos, ops!, agora é a turma dos “pixulecos”. O advogado de Valdenir Machado só pode ter pedido emprestado a petição inicial do colega da banca que presta assessoria jurídica ao senador Delcídio do Amaral. É que tal qual Delcídio, que tentou censurar – e também deu com os burros n’água – o Blog quando acusado de envolvimento com os retornos, ou “pixulecos”, federais (da Uragano ao Petrolão), em vez de processar o acusador (o engenheiro Jorge Hamilton Torraca), Valdenir vai pelo mesmo caminho, tentando tapar o sol com a peneira. Por que, em vez da desrespeitosa, nojenta e condenável tentativa de cercear a liberdade de imprensa, não processar o ex-vereador Júnior Teixeira? Os cheques do mensalão da Assembleia foram exibidos na Tribuna da Câmara Municipal, no dia em que o ex-presidente, sobrinho do agora todo-poderoso Zé Teixeira, teve o mandato cassado acusado de envolvimento na Uragano.
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