08/07/2015 – 11h04
São três as assertivas do título deste post, aí incluídas as aspas. É que no geral, ou melhor, nas eleições gerais (para presidente da República, governos estaduais, Senado e Câmara Federal) pouco ou quase nada muda nas regras da propaganda eleitoral aprovadas ontem no Congresso – apenas a diminuição do tempo do horário eleitoral e a expansão do período de exibição das inserções, que vai começar mais cedo e adentrar a madrugada.
Quando se fala em “horário eleitoral”, subentendendo-se o que acontece no espaço de uma hora, recaindo a grande mudança apenas para as eleições municipais, já que acaba a mamata para os candidatos a prefeito e vereador. Isto, claro, para candidatos de cidades onde existem emissoras geradoras de sinal TV, coisa que não afeta a vida dos pretendentes ao trono de Murilo, já que na terra de seu Marcelino a propaganda eleitoral é veiculada pela RIT, a emissora do pastor RR Soares, cuja audiência é sempre traço (zero).
Se não altera a vida dos candidatos douradenses que continuarão gastando uma pequena fortuna com produções televisas (para as inserções, que permanecem, ao longo da programação) para nadica de nada de retorno, o mesmo não se pode dizer do eleitor, em tese, o foco do legislador, já que continuarão tendo de suportar a “chatice”, como disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), das propagandas dos candidatos de Ponta Porã, veiculadas pela TV Morena. Embora detentora do monopólio da audiência dos douradenses, como geradora sediada na fronteira, pela legislação esta emissora só pode exibir a propaganda dos candidatos locais. Como acabam apenas os blocões vespertino e noturno do horário eleitoral para prefeito e vereadores, os douradenses terão que se contentar em continuar conhecendo os programas de governo dos candidatos ponta-poranenses no intervalo do JN, novelas etc e tal. Impressionante, aliás, que legisladores como Geraldo Resende e Marçal Filho, sempre candidatos a prefeito, nunca atentaram para este detalhe. Num tempo de tantos avanços tecnológicos, mais e melhor que ninguém seu Zahran sabe que é só virar uma chave lá e tudo se resolve.
Enquanto falta este bom senso, que tire, pois, o cavalinho da chuva quem sonha em ser algum coisa na política douradense acreditando no poder mágico da televisão. A menos que 2016 repita algo parecido com o empate técnico de 1988 (40 votos pró Braz Melo contra Zé Elias) com um dos cultos transmitidos por RR Soares podendo fazer a diferença. Quem não acordar cedo e ir dormir de noitão, como fazia o Valdecir, ou que não passar sebo de grilo nas canelas, como recomenda sempre o sempre governador André Puccinelli, não vai a lugar nenhum. A menos que o (a) pretendente tenha plantado ao longo dos anos e que Deus mande bom tempo para a lavoura do ano que vem, ou desses que, mesmo impopulares, tenha algumas boiadas disponíveis para o abate às vésperas da eleição. Até que apareça outro fenômeno (não confundir com paraquedista) como o Valdecir.
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